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    5G: o que é e quais as principais mudanças com essa tecnologia?

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    Em julho, Brasília foi a primeira capital do país a receber o 5G, que promete ser uma tecnologia com mais velocidade, pois, até então, havia no mercado somente uma versão chamada 5G DSS, considerada uma espécie de transição entre a quarta e a quinta geração da rede. A tecnologia 5G foi desenvolvida graças à cooperação de muitas empresas e organizações em todo o mundo, por meio de um grupo importante de padronização chamado 3GPP.

    Ricardo Tombi, Prof. do curso de Pós-Graduação em Infraestrutura de Redes Nuvem e Segurança do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), lembra que o 5G abrange um novo tipo de rede projetada para conectar praticamente tudo e todos, incluindo máquinas, objetos e os mais diversos dispositivos, que chamamos agora de smart devices (que vai de relógios inteligentes a robôs industriais), e não apenas os tradicionais aparelhos celulares e smartphones.

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    Basicamente, a tecnologia 3G viabilizou a utilização do tráfego de dados, além da voz, por meio do serviço celular móvel, e então o 4G consolidou a era da banda larga móvel. As faixas que a tecnologia 5G utiliza permitem mais espaço para informações e usuários simultaneamente. Isso é importante, pois percebemos que a demanda de tráfego de dados vem crescendo em torno de 60% ao ano, devido às aplicações e aos serviços atuais, como as mídias sociais, os serviços de streaming, comércio eletrônico e tudo o que fazemos on-line.

    “Vale destacar que o 5G pode chegar a 10 Gbps, isto é, cem vezes mais rápido que o 4G. Por exemplo, se estivermos fazendo download de um filme em alta definição, teremos um tempo de 35 minutos, em média, numa rede 4G. Se estivermos utilizando o 5G, serão apenas 20 segundos”navegação na web, streaming de vídeos e realidade virtual, comunicação confiável de baixa latência com serviços para dispositivos sensíveis à latência, tais como as aplicações de automação industrial, direção autônoma de veículos, cirurgia remota e comunicação massiva entre máquinas oferecendo suporte a um número muito grande de dispositivos, em áreas restritas ou mais abrangentes, como nos diferentes casos de uso da Internet das Coisas (IoT)”, lembra o Prof. Tombi.

    Contudo, há diversos desafios para o desenho da tecnologia 5G, tendo em vista o suporte para o fornecimento de serviços do futuro, tais como: banda larga móvel melhorada e acesso à internet de alta largura de banda, adequados para navegação na web, streaming de vídeos e realidade virtual, comunicação confiável de baixa latência com serviços para dispositivos sensíveis à latência, tais como as aplicações de automação industrial, direção autônoma de veículos, cirurgia remota e comunicação massiva entre máquinas oferecendo suporte a um número muito grande de dispositivos, em áreas restritas ou mais abrangentes, como nos diferentes casos de uso da Internet das Coisas (IoT).

    No entanto, para toda essa tecnologia chegar a todos os setores e cidadãos, ainda deve levar algum tempo, visto que o leilão aconteceu recentemente, em novembro de 2021, e a finalização da instalação de toda a infraestrutura não deve ocorrer ao mesmo tempo em todo o território nacional. Nas grandes capitais, esse processo deve ser mais rápido, com previsão de funcionamento ainda em 2022.

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    “Com relação aos custos, acredito que será necessária uma infraestrutura competente para a operação do 5G, composta por equipamentos de transmissão, antenas, servidores, redes de fibra óptica para a vazão dos dados, entre outros elementos. Uma estimativa sobre o investimento é difícil, entretanto pode-se observar o que ocorre em outras regiões do planeta, onde os valores são da ordem de dezenas de bilhões de dólares”, conclui o especialista.

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