A importância das soft skills nas contratações profissionais

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Economista acredita que as habilidades subjetivas serão mais valorizadas daqui para frente

Cada vez mais se fala em soft skills no ambiente profissional, que são as habilidades subjetivas das pessoas ligadas à inteligência emocional, como lidam com a diversidade do trabalho seja ele qual for. Segundo o economista Matheus Jacob, que também é mestre em filosofia com formação internacional em Liderança, Comunicação, Retórica e Persuasão, independente do isolamento social e do período de crise, as organizações estão procurando e optando por essas competências comportamentais do que pelas habilidades técnicas (hard skills).

“Tem várias empresas trocando o processo seletivo, não mais com foco em habilidades técnicas da área e em currículo, mas procurando pessoas com as soft skills que eles gostariam, desde trabalho em equipe, comunicação, expressividade, inovação, uma postura de protagonismo, agilidade, etc”, exemplifica. Para o especialista, mesmo que os candidatos não tenham as capacidades técnicas necessárias para as vagas, é mais viável investir em treinamentos posteriores nesse sentido, já que as soft skills são mais requisitadas e, de certa forma, proporcionam resiliência às carreiras profissionais.

Comunicação eficaz, escuta ativa, empatia, ética, criatividade, liderança, entre outros, são exemplos de soft skills que o mercado vem buscando nos candidatos. “Isso era uma tendência nos Estados Unidos há alguns anos. Já aqui no Brasil, como normalmente precisam de uma mão de obra mais urgente e qualificada para entrar trabalhando, isso ainda não era uma tendência, mas está mudando”, argumenta. Jacob cita ainda que no país norte americano, há cerca de 20 e 30 anos, era comum os bancos de investimentos contratarem pessoas das mais diversas áreas, sob a perspectiva de que esses indivíduos trariam diversidade e conhecimento cultural para esses negócios. E depois, quando estivessem trabalhando, passariam por um processo de educação em finanças, desenvolvendo as hard skills.

“Cada vez mais os gestores vão procurar e contratar pelas soft skills. Se a pessoa tem escuta ativa, comunicação, protagonismo, ela conseguirá aprimorar essas habilidades técnicas dentro da empresa. É mais fácil contratar por soft e desenvolver a hard skill”, finaliza.

*Matheus Jacob é formado em Economia pelo Insper, mestre em Filosofia pela PUC-SP, com educação executiva em Liderança e Comunicação pela Chicago Booth Business School e em Retórica e Persuasão pela Harvard University.

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