A pressa é inimiga da perfeição: integrações consistentes sustentam transformação digital

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Por Diogo Lupinari *

Qualquer investimento feito por uma empresa precisa gerar algum tipo de retorno, seja ele financeiro, de produtividade ou em eficiência nos processos. Trata-se de uma meta extremamente válida, sem dúvida, mas o problema é definir o tempo necessário de espera para que isso possa acontecer. Em um cenário de intensa competitividade entre as organizações e de grande evolução tecnológica, os gestores vivem na corda bamba: eles não podem aguardar muito pelos resultados, mas também não podem ser apressados e querer bom desempenho antes da hora. É o que estamos vendo com os projetos de transformação digital: somente a integração de sistemas bem consistentes consegue suportar todas as demandas e desafios que aparecem todos os dias.

Um exemplo de como os objetivos dos gestores nem sempre acompanham o tempo necessário para execução das ideias está no mercado financeiro. Levantamento da Rimini Street mostra que praticamente nove em cada dez líderes desse setor (89%) reconhecem a importância dos recursos digitais na estratégia do negócio. Além disso, 85% dos gestores brasileiros admitem que a transformação digital está entre os assuntos mais prioritários no ambiente corporativo. Entretanto, aproximadamente metade (42%) quer ter um bom retorno dessas estratégias em até dois anos.

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É compreensível que as empresas queiram resultados rápidos em relação à digitalização de sua estrutura. A chegada da pandemia de covid-19 em março de 2020 evidenciou a necessidade de as organizações se transformarem digitalmente. Mas, enquanto algumas estavam prontas para isso, a grande maioria descobriu que estava despreparada para essa nova realidade – e, evidentemente, tiveram que correr contra o tempo para iniciarem seus projetos de digitalização. O problema é que o ditado popular é sábio: a pressa sempre é a inimiga da perfeição. Sem planejamento e calma, as soluções tecnológicas entregam bem menos do que realmente podem.

Nessa busca, as organizações simplesmente implantam soluções tecnológicas à espera de que elas possam proporcionar o resultado prometido e esperado. Contudo a transformação digital não tem a ver apenas com quantas ferramentas a empresa tem, mas como elas podem trabalhar juntas e agilizar os processos. A base para qualquer estratégia de digitalização, portanto, passa pelo uso de plataformas de integração que conectem todos os sistemas (que podem chegar a mais de 200 em uma corporação!). Assim, é preciso que os gestores tenham em mente os objetivos e quais funcionalidades são necessárias para atingi-los.

Em suma: é inviável adotar uma estratégia de integração de sistemas e dados contra o relógio. Primeiro porque exige um bom planejamento prévio, identificando as conexões necessárias, as metas a serem atingidas e os fluxos que levam os dados de um sistema a outro (e de um departamento a outro). Há também o período de implementação da plataforma de integração. Trata-se de um momento crucial, uma vez que eventuais falhas podem comprometer toda a operação. Por fim, há que se considerar que a transformação digital é um processo, ou seja, vai acontecendo ao longo do tempo, exigindo monitoramento, correções e atualizações constantes.

A melhor forma de recuperar o tempo perdido no cenário de transformação digital não consiste em correr e instalar sistemas de forma apressada. Pelo contrário, passa pelo prazo utilizado para planejar, debater, monitorar, acompanhar, pesquisar e implementar as tecnologias que realmente façam sentido às metas da organização. No mundo dos negócios, em muitos casos vale mais ser a tartaruga que chega ao seu objetivo do que o rápido coelho que se perde pelo caminho.

*DiogoLupinarié CEO ecofundadordaWevo,empresa especializada em integração de sistemas e dados[email protected]

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