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    Alerta de relação tóxica feito no BBB23 também vale para o ambiente de trabalho

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    O BBB23 mal começou e já tem levantado debates importantes. O mais recente é o alerta que o apresentador do reality, Tadeu Schimidt, deu aos confinados sobre relacionamento abusivo. Foi um recado direto ao casal Bruna Griphao e Gabriel. Juntos desde a primeira festa da casa, Gabriel tem chamado a atenção dentro e fora da casa pela forma agressiva com a qual interage com Bruna.

    O apresentador destacou um diálogo específico entre o casal. Após a sister ter dito ser o “homem da relação”, o brother retrucou ‘mas já já você vai tomar umas cotoveladas na boca”. “Quem tá envolvido num relacionamento, talvez nem perceba, talvez ache que é normal. Mas quem tá de fora, consegue enxergar quando os limites estão prestes a ser gravemente ultrapassados”, disse o apresentador aos participantes.

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    Para Tábata Silva, gerente de Empregos.com.br, um dos maiores portais de recolocação profissional do Brasil, essas relações tóxicas não estão restritas a relacionamentos amorosos. Elas também podem ser vistas com frequência no ambiente de trabalho. “Nos últimos anos, esse é um tema que tem demandando cada vez mais atenção dos gestores de recursos humanos dentro das empresas”, afirma.

    Um levantamento realizado pelo Empregos.com.br no segundo semestre do ano passado mostrou que uma em cada quatro empresas afastou colaboradores por adoecimento mental nos 12 meses anteriores ao estudo. A ansiedade foi apontada como o fator que mais impactou na força de trabalho (41%), seguida pelo estresse (31,9%), depressão ou síndrome do pânico (26,7%) e burnout (9,2%).

    “A toxidade no ambiente de trabalho é um gatilho frequente para problemas relacionados à saúde mental dos colaboradores. Ela pode se apresentar de forma mais clara com uma cobrança fora do tom, mas também pode se esconder como ‘piadinha’ ou uma tentativa de ‘ajuda’ e, nesses casos, nem sempre as vítimas se dão conta imediatamente do assédio sofrido, como foi o caso exposto no Big Brother”, explica a especialista.

    Outra pesquisa também realizada pelo Empregos.com.br ilustra como essas relações tóxicas podem ser construídas no ambiente de trabalho ao listar as principais situações machistas enfrentadas pelas mulheres no mundo corporativo. O manterrupting, quando uma mulher é interrompida por um homem enquanto tenta explicar algo, foi apontado como a situação mais recorrente no trabalho, por 40% das entrevistadas.

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    Em seguida aparecem o mansplaining (29%), situação em que o homem tenta explicar coisas óbvias que a mulher já tem conhecimento; gaslighting (18%), quando a mulher é manipulada para duvidar da própria sanidade; e o bropriating (14%), ocasião em que um homem se apropria de algo que a mulher fez ou falou na tentativa de levar o crédito. Há relatos de mulheres que sofreram duas ou mais destas formas de assédio.

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