Aplicativos representam quase a metade dos depósitos de registro de software no Brasil

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Os aplicativos (apps) foram o tipo de programação mais citado nos certificados de registro de software, segundo o Insight Report de setembro/2021 da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação no Paraná (Assespro-PR), que traz os indicadores de depósitos de registros de softwares (programas de computador) no Brasil a partir de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

No total foram cerca de 1.350 requisições, representando 44% do total de pedidos de depósitos, enquanto softwares de “planejamento” tiveram 5,2%, “controle” 4,5% e, “automação”, 4,4%. Alguns fatores justificam o grande número de pedidos de registro de aplicativos. Com o advento dos smartphones e a facilidade de acesso à internet móvel, tornou-se extremamente lucrativo o investimento em app que, diferente de softwares mais “pesados” e complexos, funcionam com utilidades pontuais e atraem o interesse dos usuários.

 

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O Insight Report de setembro/2021 da Assespro-PR também aborda outros dados sobre o panorama de desenvolvimento de softwares no Brasil, com o objetivo de traçar estratégias que possam auxiliar seus filiados em relação ao mercado de tecnologia nacional.

Os dados vêm de duas bases do INPI: “Estatísticas Preliminares” dos pedidos de registro de software do Sistema de Protocolo Automatizado Geral (PAG) do INPI e publicações de concessão de registros de software da Revista de Propriedade Intelectual do INPI, edição de 2021.

O número de depósitos de registro de software no INPI foi de 3.049 pedidos, com 75% sendo feitos por pessoas jurídicas (45% por empresas e 43% por Instituições de Ensino e Pesquisa).

São Paulo foi o estado com mais pedidos de registro (25%), seguido por Minas Gerais (12%), Paraná (9%) e Rio de Janeiro (8%). A cidade de São Paulo também foi a primeira no ranking, com 368 solicitações.

Curitiba ocupou a segunda colocação, com 192 solicitações. Entre 2009 e 2017, a capital paranaense manteve-se na quarta posição. E a partir de 2018 superou as cidades do Rio de Janeiro e Campinas. Muito disso se deve à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) que há anos se coloca como um dos polos de desenvolvimento de tecnologia no Brasil. Foram 99 depósitos, em 2018, e 101, em 2019.

Se considerado apenas o Paraná, Curitiba concentrou 75% dos pedidos de registro, seguida por Ponta Grossa (6%) e Londrina (5%). A Assespro-PR tem buscado fomentar e aumentar o networking em todo o estado, e ter registros vindos dessas regiões fortalece a iniciativa.

O boom dos apps

A DevMaker, uma das associadas da Assespro-PR, é um exemplo de como valeu a pena investir no desenvolvimento de apps. A empresa curitibana encerrou o primeiro semestre deste ano com 85% de crescimento no faturamento, em relação ao mesmo período de 2020. De janeiro a junho últimos, foram R$ 1,040 milhão, ante R$ 560 mil registrados no primeiro semestre do ano passado.

Rudiney Franceschi, CEO da DevMaker, diz que a empresa, que tem mais de dez anos de mercado, se atentou às demandas por soluções mais pontuais com aplicativos, em especial durante a crise econômica gerada pela pandemia de Covid-19.

“Quando o mercado percebeu que a pandemia iria se postergar, houve uma demanda crescente por digitalização e a necessidade de investimento em mobilidade. Nós fomos uma das empresas que ‘tiraram’ do papel esses projetos”, relata o CEO.

Com o aumento da demanda por soluções de e-commerce, marketplaces, ambientes de interatividade com seu público, como apps para delivery, lojas, plataforma para aulas on-line e até mesmo para o âmbito religioso, a empresa alçou voos inclusive para a Inglaterra, junto de um cliente brasileiro que desenvolve uma solução de delivery, além de um aplicativo para uma empresa de consultoria financeira que fornece treinamento corporativo e optou por criar um aplicativo para compartilhamento de conteúdo.

“Ter o apoio da Assespro e, também, contar com os Insights Report é fator preponderante para empresas como a DevMaker, pois temos que observar os movimentos de mercado e buscar sempre estar no topo do ecossistema”, diz Rudiney Franceschi.

*os dados do INPI são referentes ao levantamento feito no ano de 2019.

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