As tecnologias que moveram as Olimpíadas de Tóquio 2020

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Associar o Japão à tecnologia é um movimento comum. E quando falamos das Olimpíadas de Tóquio 2020, é claro que ela estaria ainda mais presente. Mesmo sem a presença do público devido à pandemia do novo coronavírus, as ferramentas baseadas na Inteligência Artificial e Internet das Coisas (IoT) auxiliaram atletas e comissões na experiência olímpica.

Desde o momento em que os mais de 11 mil atletas colocaram os pés em solo japonês até a hora de competir, a tecnologia exibiu um cenário bem diferente do passado. As evoluções tecnológicas têm impacto nos registros das competições ao longo dos anos, determinando os tempos e resultados com marcações precisas.

Somente em 1948, em Londres, houve a inauguração do photo finish e em 1988, em Seul, a chegada da natação passou a ser decidida através de sensores na piscina. Já em esportes como vôlei, badminton e tênis, onde um mínimo detalhe decide o ponto, câmeras e inteligência artificial contribuem para um esporte mais justo. Mas as ferramentas citadas acima já são conhecidas do público.

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Então, o que há de novo para 2020 – ou melhor – 2021? Com a presença do 5G e uma maior velocidade de conexão, mais informações passaram a circular. Através do fornecimento da internet também foi possível gerar uma maior qualidade de transmissão, além de dar oportunidade aos atletas para que eles pudessem interagir mais com o público à distância em aplicativos como Twitter, TikTok ou Instagram.

“Mesmo sem o público, que seria beneficiado com as conexões disponíveis e o advento do 5G, os atletas tiveram a oportunidade de aproveitar destas ferramentas. Seja com postagem nas redes sociais ou os aparelhos disponíveis na Vila Olímpica, e até mesmo o painel com conexão direta com seus familiares dentro das arenas, a tecnologia esteve presente e dando uma prévia do que poderemos encontrar mais facilmente nos próximos anos”, afirma Emerson Zarour, diretor de inovação da MV. O gestor está à frente da Global Health, centro de inovação da companhia brasileira líder no setor de tecnologia para saúde na América Latina. Além do advento do 5G, que nem bem chegou ao Brasil ainda, existem outras ferramentas que já são conhecidas nossas, mas que não estavam presentes no Rio de Janeiro em 2016.

O reconhecimento facial, que já encaramos atualmente em algumas situações cotidianas, é também uma ferramenta presente utilizada para evitar fraudes e trazer maior segurança. Através de processadores potentes, foi possível identificar mais de 300.000 pessoas envolvidas nos Jogos, desde atletas até voluntários e funcionários da mídia.

“No ciclo olímpico, recordes mudam, atletas mudam e a tecnologia também. Vejo que principalmente nestes últimos anos, surge quase que como uma obrigatoriedade a parceria entre talento e tecnologia. Observamos atletas que vão desde a realização do seu mapeamento genético para um conhecimento de como sua saúde pode ser aprimorada para as melhores condições nas provas, e aí durante os treinamentos entramos em processo de monitoramento de todo seu plano de cuidado, com geração de indicadores por meio de dispositivos e exames. Com a pandemia da Covid-19, a busca por soluções que resolvessem tudo mais facilmente, incluindo uma conexão robusta, aumentou. A grande vitrine foi agora, em Tóquio”, completa Zarour.

Máquinas entre os atletas

Alguns dos nomes mais fortes das Olimpíadas por muitas vezes parecem até máquinas, devido aos esforços sobre-humanos. Mais rápido, mais alto, mais forte. Entre esses “heróis” estarão também os robôs de verdade, que atuarão para facilitar o atendimento aos atletas.

O FSR (Field Support Robot), por exemplo, é um assistente que deu as caras nos jogos de Rugby Sevens, levando a bola da partida da lateral até o centro do campo. O simpático robô também foi utilizado para levar alguns objetos para atletas no atletismo.

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