Cada vez mais brasileiros planejam a aposentadoria além do INSS; especialista em investimentos dá dicas

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A aposentadoria é um momento esperado por muitas pessoas e deveria ser esperada com tranquilidade e segurança. A realidade, porém, comumente demonstra um cenário de dificuldade, demora e inviabilidade para os cidadãos se aposentarem. Infelizmente, o Brasil possui um sistema previdenciário enfraquecido e depender somente dele é uma alternativa arriscada.

“Devido à ausência de informação e educação financeira, as pessoas não sabem como se planejar para uma aposentadoria além do INSS. Muitas não se atentam ao teto, que atualmente é de R$ 6.433,57, e que pode ser insuficiente para algumas famílias”, pondera Gibran Estephan, especialista em investimentos pessoais e diretor da Trinus Investimentos, distribuidora de títulos e valores mobiliários, empresa investida da Trinus Co.

A pesquisa “Raio X do Investidor Brasileiro”, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), comprova essa afirmação, apontando que 48% das pessoas acreditam que o sustento futuro virá apenas do benefício do Governo.

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Contudo, existem diversos produtos indicados para investimento de longo prazo, que poderão servir como um complemento para a tão sonhada aposentadoria.

Ainda, na visão de 43,8% dos brasileiros, as despesas na aposentadoria devem aumentar, segundo a pesquisa da Anbima. Nesse sentido, Gibran Estephan pontua que “Temos um cenário não só de mudança na expectativa, mas também na qualidade vida. As pessoas vivem mais tempo e são mais ativas, e para aproveitar a melhor idade é bom começar a se planejar cedo”, indica ele.

Quais os primeiros passos para a previdência?

Ter em mente o valor que se consegue poupar todo mês, a idade que se deseja aposentar e quanto você quer receber na sua aposentadoria são pontos essenciais para montar um bom planejamento previdenciário. É importante estar ciente que, quanto maior o valor que se deseja receber na aposentadoria, maior será a poupança necessária mês a mês. E quanto maior o tempo para planejamento, maior tranquilidade se terá para atingir o objetivo.

“O ponto de partida é montar sua reserva de emergência em uma aplicação conservadora, como um fundo de renda fixa, tesouro direto tipo Selic, ou mesmo em uma conta remunerada. Geralmente, indica-se que sua reserva seja de um montante equivalente a 6 vezes o valor do seu custo de vida mensal. Após isso, pode-se buscar por opções de longo prazo, como o investimento em ações, em fundos imobiliários (FIIs) e em tesouro direto tipo IPCA” sugere Gibran.

Já me aposentei e quero melhorar minha renda. O que fazer?

Mesmo em um momento de juros em alta, os fundos de investimento imobiliários (FIIs) podem ser uma alternativa interessante quando se trata de investimentos para gerar renda. De maneira geral, os FIIs funcionam por um sistema de cotas. O investidor pode adquirir cotas, que correspondem a pedacinhos do fundo. O proprietário da cota tem direito a receber dividendos, proporcional ao número de cotas que possuir. Um benefício é que os dividendos dos FII são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, ao contrário das rendas provenientes de Fundos de Previdência ou mesmo da aposentadoria pelo INSS.

“Para começar a investir nessa aplicação, é fundamental conhecer a opções disponíveis e prezar pela diversificação. É importante contar com profissionais especializados que, além de intermediar as operações, poderão prestar uma consultoria personalizada e de qualidade”, explica Gibran Estephan.

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