Como ajudar os jovens a lidarem com o estresse de ainda não terem o primeiro emprego

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O Brasil vive uma estatística de desemprego alarmante: 31,4% de todas as pessoas desempregadas no país, no fim de 2020, pertenciam à faixa etária dos 18 aos 24 anos. Essa situação é muito estressante, principalmente porque os jovens precisam cumprir diversos requisitos para conseguirem emprego…

Primeiro, existe a questão da qualificação. Sem estudo formal, as chances de o jovem conseguir uma vaga são baixas. Então, abandonar o estudo é uma das piores ideias que se pode ter (aliás, em qualquer idade), mas, na juventude, significa um enorme empecilho. Cursar o Ensino Médio faz com que uma primeira etapa seja concluída, para que as portas do mercado de trabalho comecem a se abrir. Depois, quem faz cursos profissionalizantes tem chances de empregar-se com mais rapidez. Uma pesquisa realizada em 2014 pelo IBGE mostrou que mais de 90% das pessoas que fizeram um curso profissionalizante disseram que ele foi útil em sua vida profissional ou pessoal. Optar por uma qualificação pode ser o que diferencia quem chega a uma vaga sem saber absolutamente nada e quem se apresenta com um curso.

O segundo ponto é relacionado à experiência. Os jovens, obviamente, precisam da primeira oportunidade para adquirirem experiência. E as empresas buscam pessoas novas, mas que já tenham passado por um emprego anterior. A conta não fecha! Aqui, então, pode valer recorrer a um estágio, ainda que de curta duração ou mesmo não remunerado, que proporcione a vivência necessária para que o candidato se apresente à vaga com algo a mais. Vale lembrar que muitos cursos profissionalizantes disponibilizam um banco de vagas, no qual empresas anunciam oportunidades e os alunos podem acessá-las com prioridade.

O terceiro ponto – e não menos importante – é o comportamental. Para se conquistar um emprego, é necessário ter disciplina. Pesquisar vagas, manter um currículo atualizado e bem feito, iniciar uma rede de contatos (a famosa networking) e aprender a ter responsabilidade com compromissos e horário é fundamental para ser indicado para vagas e ser chamado para entrevistas. Desenvolver habilidades comportamentais que efetivamente o diferenciarão na entrevista – como boa comunicação, técnica de escuta ativa, empatia e resiliência o tornarão preparado para a entrevista e, claro, para o emprego, quando ele for conquistado.

Falando em resiliência, você sabe o que é isso? A palavra em Português vem do latim, resilire, que significa ‘voltar atrás’. Trata-se da capacidade que cada um tem de superar suas dificuldades e problemas, da forma mais otimista possível, tentando passar pelas tormentas chegando mais forte do outro lado.

Quem é resiliente geralmente busca um significado nos problemas e procura crescer com eles – ao mesmo tempo em que tenta conviver harmonicamente com seus pares, porque busca levar uma vida emocionalmente mais leve.

E o que a resiliência tem a ver com sua busca por um emprego? Sendo resiliente, você provavelmente não se deixará abater quando uma porta se fechar. Durante a vida, recebemos muitos ‘nãos!’, mas eles nunca são definitivos. Preparando-se adequadamente para ser um bom profissional, tendo comportamentos que mostrarão responsabilidade, comprometimento e ética e trabalhando por criar uma boa rede de contatos, certamente suas chances de conquistar uma vaga aumentarão. E, depois de empregado, será a vez de ter garra para conquistar novas oportunidades.

*Fábio Affonso é franqueador da MicroPro Desenvolvimento Profissional e Comportamental, uma rede com 35 escolas no estado de São Paulo. Apaixonado por ensino profissionalizante, ele idealizou o Coaching Max, primeiro programa de coaching para jovens, oferecido exclusivamente aos alunos da MicroPro como parte da estratégia de desenvolvimento comportamental da marca. www.micropro.com.br

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