Sócios do projeto Ações Garantem o Futuro dão dicas para quem está entrando neste universo

O Brasil se aproxima dos 3 milhões de investidores na Bolsa de Valores e, mesmo sendo um número considerável, ainda existem centenas de milhares de pessoas que possuem algum tipo de receio quando se fala em renda variável. Muitos se perguntam se pequenos investidores têm chance de ganhar dinheiro ou se já perderam o momento e não vale mais a pena investir. As respostas para ambas as perguntas são “sim” e “não”, respectivamente, de acordo com Felipe Ruiz, sócio-fundador do projeto AGF, Ações Garantem o Futuro.

Segundo o especialista, quando se pensa em planejamento a longo prazo, as ações são o melhor investimento para quem deseja uma aposentadoria tranquila. “Quando o investidor compra uma ação de uma empresa ele automaticamente se torna sócio dela, o que significa que ele terá participação nos resultados, sendo eles positivos ou negativos. Quando ele investe a longo prazo, aposta não apenas na empresa, mas também no mercado em que ela atua, na expansão da sua operação e no seu planejamento para atrair novos consumidores”, explica Ruiz. “Ou seja, maiores as chances de um crescimento exponencial”, acrescenta.

Louise Barsi, também sócia-fundadora do AGF, afirma que, quem está entrando nesse universo da Bolsa de Valores, deve montar uma carteira inicial apenas com empresas perenes. Ou seja, aquelas que, não importa o que aconteça, continuarão na ativa. “Pensando no momento de pandemia que vivemos, é só lembrar das contas que, independentemente de qualquer coisa, continuaram chegando em casa: energia, telefone, água, fatura de banco…” De acordo com a especialista, ao fazer esse funil inicial, diminuem as chances das pessoas desanimarem. “Muita gente chega e vê que existem dezenas de opções de empresas para investir e ficam sem saber por onde começar a olhar. Com essa estratégia, das contas que não param de chegar, já é possível reduzir consideravelmente o número de empresas e, aí sim, olhar com calma para cada uma delas”.

Investir na bolsa de valores como uma renda complementar para a aposentadoria é uma estratégia eficaz e que se mostra, quando bem elaborada, muito eficiente. Fabio Baroni, que também integra o time societário da empresa, explica que “como os dividendos tendem a crescer a longo prazo, é muito fácil que um acionista, que recebe hoje 5% ao ano, receba 10% desses dividendos bem lá na frente”. Ele acrescenta que também é importante esquecer a ideia de que é preciso ter muito dinheiro para aplicar em ações. “Esse mito foi estabelecido há muito tempo e ainda habita na mente de algumas pessoas. Os valores das ações são variáveis, algumas giram em torno de R$ 10,00, por exemplo”, revela.

Ainda pensando em estratégias a longo prazo, os sócios sugerem o investimento em ações de empresas com selo ESG (Environmental, Social & Governance). “As empresas com o selo ESG, que em português significa Ambiental, Social e Governança, são sustentáveis e socialmente responsáveis. Elas respeitam normas ambientais e buscam transformar o mundo em um lugar melhor. Ou seja, são empresas bem antenadas ao momento atual, com possibilidades de um bom retorno”, explica Louise, que garante que, com essa informação, já dá para restringir ainda mais as opções de investimento.

Fabio, então, conclui que, com paciência, estratégia a longo prazo e foco em empresas saudáveis e perenes, preocupadas com o futuro, a aposentadoria será mais tranquila e a possibilidade de viver de renda, mais real.

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