Como expandir o seu negócio para outros países

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Expandir o modelo de negócio para além das fronteiras nacionais, fechar transações em outro idioma, transitar por territórios e moedas distintas. São muitos os desafios de vender produtos/serviços no mercado internacional, embora esse passo signifique alcançar um novo patamar para a empresa, além de ampliar as atividades e ganhar relevância.

“Muitos empreendedores sonham em ter seus produtos e serviços oferecidos no mercado externo e isso é extremamente interessante. Afinal, internacionalizar não significa somente exportar, mas é uma oportunidade para consolidar e desenvolver produtos e serviços”, afirma o presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR), Lucas Ribeiro, ressaltando especialmente o destaque do Brasil diante da exportação de tecnologia.

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Ribeiro cita, por exemplo, um estudo recente, de 2020, o Insights Report, que mostrou que o Brasil é o país da América do Sul que mais exportou serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) até 2018, ficando com o primeiro lugar no cenário sul-americano. “Mas precisamos avançar mais e expandir as áreas de exportação. Em 2015 eram 16 milhões de empresas no Brasil e, destas, apenas 12 mil exportavam seus produtos. Todas as áreas, se bem planejadas, chegam lá, mas não é possível se mantivermos aquela velha máxima, falida, de que o Brasil é grande demais e não precisamos exportar. Se isso fosse verdadeiro, nenhuma empresa americana seria internacional, porque os Estados Unidos são muito maiores do que o Brasil em tudo”, comentou.

Acima de tudo, quem pensa em fincar a bandeira do seu negócio em terra estrangeira precisa lembrar que está fora de casa, por mais óbvio que isso soe. “Muitas empresas acham que basta ter um produto pronto e já pode lançá-lo internacionalmente. Não é assim; é necessário ter preparação para isso”, alerta Márcio Canedo, pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) – unidade de pesquisa ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) – e coordenador da Enterprise Europe Network (EEN) Brasil.

Planejamento é a alma do negócio, segundo os especialistas. E isso vale para todas as empresas e segmentos, desde que elas saibam quem são, qual é seu público e quais obstáculos encontrarão fora do país.

“Existem muitos desafios e etapas para que a entrada no mercado internacional dê certo. Para isso, a informação é fundamental. O Brasil é grande, o mundo é grande, e as possibilidades são grandes. E para se lançar no mercado, seja nacional ou internacional, é preciso preparação e pesquisa de mercado. Quem não fizer o dever de casa, conhecer o mercado em que vai entrar, ter produtos apropriados para este, falhará miseravelmente”, destaca o coordenador. A receita vale tanto para processos em andamento quanto para aqueles que ainda serão desenhados.

A “brasilidade”, que ora está em alta ora em baixa, é outra questão delicada. O simples fato de um produto ser “made in Brasil” pode não significar tanto. “Cada produto tem uma forma diferente de ser mostrado internacionalmente. Para alguns a tal brasilidade é importante, para outros, nem tanto, e outros têm que correr dessa qualificação”, pondera o consultor.

Sem planejamento, sem preparação e sem a ciência de que o mercado internacional demanda mais do que o nacional, não haverá sucesso. “Será preciso bastante trabalho para, finalmente, poder brindar com uma caipirinha, tipicamente tupiniquim”, diz, com bom humor, o presidente da Assespro-PR, que também é CEO do ROIT BANK, accountech e fintech que está se preparando para levar a outros países seus produtos.

Como internacionalizar na prática!

Uma das dicas da Assespro-PR para empresas que querem ingressar nesta jornada rumo a outros países é a EEN: uma plataforma da União Europeia que vem suprindo lacunas e ajudando empreendedores neste mundo de possibilidades. Criada em 2008, ela promove o crescimento e a internacionalização de pequenos e médios negócios. Já são 72 países participantes da rede, a maior da Europa voltada para o setor, além de 700 especialistas que podem auxiliar às empresas nos mercados locais.

Para o empreendedor que está iniciando os primeiros passos na exportação, a EEN Brasil conta com uma rede de suporte e apoio de parceiros, como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Sebrae e Terra Nova Trading. Já como apoiadora na criação do perfil da empresa e na validação da competitividade do seu negócio para a rede, como é o caso da Assespro-PR.

A EEN Brasil promove diversas chamadas de cooperação internacional direcionadas à inovação e P&D. Os editais são voltados para que empresas brasileiras e instituições de pesquisa do Brasil e de outros países elaborem propostas que resultem em novos produtos e processos dirigidos à aplicação no mercado. Neste ano, a EEN Brasil planeja parcerias com agências de inovação de países como Suíça, Suécia, Israel, República Tcheca, Canadá e Luxemburgo.

Se você tem uma empresa que desenvolve ou possui a tecnologia como uma de suas bases, basta entrar em contato com a Assespro-PR, pelo e-mail: [email protected]

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