Como projetos audiovisuais podem impulsionar startups

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Ao abrir uma rede social é quase impossível não ser impactado por alguma campanha publicitária. E o motivo é evidente: as empresas estão investindo cada vez mais nos projetos audiovisuais para a internet. Segundo recente estudo da GlobalWebIndex, com 2,7 milhões de usuários da internet, 22% disseram usar sites de vídeo como o YouTube para pesquisar marcas, produtos e serviços. E se essa tendência já era esperada, a pandemia conseguiu acelerá-la. De acordo com pesquisa da Kantar Ibope Media, 98% dos usuários da internet passaram a consumir muito mais áudio e vídeo durante o período de isolamento social.

“Com a maior parte do público focado em vídeos como forma de entretenimento, o mercado audiovisual e as empresas encontraram nesse formato uma maneira conveniente para engajar e atrair clientes”, afirma Caíto Cyrillo, CEO da TRIO, hub global de criação e produção de conteúdo audiovisual. Acontece que essa não foi uma percepção apenas de alguns e, com isso, a concorrência e a disputa pela atenção do consumidor ficaram acirradas na web. Em julho, a holding do Google, Alphabet, anunciou que o YouTube faturou US$ 7 bilhões no segundo trimestre apenas com publicidade dos anunciantes, um crescimento de 83% em relação ao mesmo período de 2020.

“O que antes era apenas entretenimento, hoje se revela uma ferramenta estratégica fundamental de marketing. E ela pode ser muito lucrativa desde que feita de forma que se destaque da concorrência” explica Caíto. Mas como fazer isso? E a partir de que momento investir nesse modelo de divulgação? De acordo com o profissional, até mesmo uma startup deveria pensar em um projeto audiovisual para ganhar visibilidade. Para ele, trata-se de uma comunicação direta, disruptiva e eficaz com o público-alvo. E que pode ser feita partindo de custos mais baixos, diferentemente do que muitos empreendedores pensam.

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A principal razão para se investir em um projeto assim, segundo o sócio da TRIO, é clara: o efetivo retorno. “Hoje, muitos negócios preferem fazer algo caseiro para não ficar de fora do mercado. Mas a concorrência é grande, então é preciso apostar em um conteúdo relevante, para que ele seja consumido e que a mensagem seja assimilada de forma orgânica e prazerosa, fazendo com que outros grandes investimentos de mídia não sejam, obrigatoriamente, necessários”, afirma.

Para Caíto, as estratégias e peças audiovisuais podem, e devem, ser usadas para criar pontes de identificação entre os valores e missão da empresa, e os desejos e ambições do público da marca. O especialista afirma, no entanto, que a startup precisa de atenção antes de colocar tudo em prática. Segundo ele, é válido se preparar e se planejar para atender a demanda que pode surgir caso a campanha se torne um sucesso na internet. “Não dá para querer um retorno exorbitante de novos clientes, acessos e novas compras sem uma estratégia adequada para receber esses novos usuários. É preciso arrumar o terreno para atender com qualidade e clareza quem está chegando, afinal, a campanha pode atrair o cliente, mas o intuito de todo negócio é de fidelizá-lo a longo prazo”, finaliza.

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