Criptomoedas – conheça mais sobre o mercado que vem impactando novos negócios

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Um setor em ebulição. Assim especialistas em economia têm definido o mercado global de criptomoedas, assunto que ganhou as manchetes quando o Congresso de El Salvador, anunciou aprovação da lei que torna o Bitcoin uma moeda de curso legal no país da América Central, na contramão da resistência de países às criptos e dando aos seus mais de seis milhões de habitantes uma oportunidade de negócios promissora. Além disso, o famoso CEO da Tesla, Elon Musk, está sempre movimentando o mercado das criptomoedas, seja por citar que irá levar a Dogecoin – sua criptomoeda favorita – à lua em uma publicação via Twitter, até a possível retomada de transações futuras na Tesla com bitcoins.

O que é uma criptomoeda?

Mas afinal, o que são as criptomoedas? De forma resumida, criptomoeda é o nome genérico para as moedas digitais descentralizadas, criada em uma rede com sistemas avançados conhecido como blockchain, que permite o envio e recebimento de algumas informações na internet e de forma muito segura. Uma das mais famosas é o Bitcoin que foi a primeira moeda digital do mundo desenvolvida logo após a crise de 2008, ou seja, o futuro das moedas digitais já estava sendo desenhado.

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Novos Investidores

Nos EUA, um estudo feito pela plataforma Gemini mostra que 14% dos americanos são donos/investidores de algum tipo de criptomoeda, ou seja, mais de 21.2 milhões de pessoas. No Brasil, as criptomoedas têm atraído novos investidores, como a Fernanda Smaniotto, 30 anos, que é Designer Gráfica e está se dedicando recentemente a este novo mercado. “Comecei a estudar e entender um pouco mais sobre as criptomoedas há dois anos, devido ao meu trabalho que é neste setor. Não costumo fazer investimentos tradicionais, mas as ações em criptomoedas me chamaram a atenção pela sua evolução a longo prazo. Iniciei meus investimentos em cripto por acreditar no futuro e no conceito da tecnologia blockchain, que traz maior autonomia e descentralização para o mercado. Até então já consegui dobrar o valor investido em algumas criptos e utilizei o lucro para reinvestir e poder diversificar mais minha carteira”, diz.

Assim como Fernanda, os indicadores nacionais apontam para um cenário favorável às criptomoedas. Dados extraídos da plataforma especializada em cripto Vector Pro – desenvolvida por Vertex Technologies em parceria com Nelogica, duas fintechs do mercado financeiro – mostram que de março de 2019 a 2020, o Bitcoin teve valorização superior a 1.500%. “São números que revelam quebra de paradigmas e mudança no perfil do investidor. A combinação de juros baixos, forçando investidores a buscarem melhores retornos fora da renda fixa, e o risco de inflação derivado dos estímulos financeiros para recuperação da economia durante a pandemia do covid-19, fez muitos investidores profissionais e pessoas comuns escolherem o Bitcoin como medida de proteção de seus investimentos. Isso devido à escassez, transparência, previsibilidade e segurança inerentes à criptomoeda” explica Wendel Smith, especialista em cripto e Product Owner de Vector Pro.

Diferentes moedas

Smith destaca que muitos falam de Bitcoin, porque foi a primeira criptomoeda criada e acabou ficando mais conhecida, mas hoje o setor movimenta em torno de dez mil moedas digitais.  

“Hoje a maioria das pessoas já ouviram falar do Bitcoin, mas existem milhares de outros projetos que trazem soluções inovadoras nos mais variados segmentos. É possível ter um sistema financeiro sem bancos com aplicações de finanças decentralizadas (DeFi) no Ethereum, revolucionar a indústria das artes com os NFTs e até os memes tem o seu espaço com o Dogecoin. O crescimento desse setor está apenas no início, mas já existem fundos de investimento brasileiros específicos de criptomoedas e as criptos já atraem a atenção até de bilionários, como o Elon Musk, que recentemente comprou 1,5 bilhão de dólares em Bitcoin para sua empresa de carros elétricos, a Tesla”, destaca.

Criptomoedas: tendência impulsionada pelas mudanças dos consumidores 

 Os ativos digitais ou criptoativos permitem negócios virtuais diretos, uma forma de ter menos intermediários na transação. “Ao utilizar criptomoedas, a troca de valores entre dois usuários é realizada sem o intermédio de nenhuma instituição financeira. Não ter intermediários significa menores custos de transação, viabilizando o envio de baixas quantias para qualquer lugar do mundo em questão de poucos minutos”, afirma o especialista.

Com transações abertas e disponíveis para consulta, as criptomoedas também acabam sendo mais confiáveis, segundo Smith. “É outro ponto a favor das criptomoedas. Todas as transações realizadas ficam disponíveis em uma espécie de livro razão eletrônico e compartilhado com todos os participantes da rede, o blockchain. Qualquer pessoa pode consultar os detalhes de uma transação, desde o início da rede. É tudo muito transparente. Isso porque uma vez que a informação é adicionada em um blockchain, é praticamente impossível reverter ou apagar essa informação, assegurando sua confiabilidade”.

As criptomoedas são uma tendência global impulsionada pelas mudanças tecnológicas dos hábitos do consumidor, cada vez mais digital.

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