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    Currículo hoje VS antigamente: o que mudou e o que as empresas buscam agora?

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    Mesmo num mundo de trabalho cada vez mais digital, o currículo continua sendo ferramenta importante para conquistar um emprego. Porém, adequá-lo às exigências das empresas pode gerar ansiedade nos candidatos. Atualmente, as empresas estão em busca de perfis bastante específicos para preencher as vagas.

    André Abreu, recrutador de tecnologia da multinacional DISYS do Brasil, diz que os processos de seleção evoluíram e agora o candidato deve preparar seu currículo focando na vaga pretendida: “A primeira avaliação do currículo pelos gestores ou clientes se dá em encontrar pontos compatíveis com a posição almejada”.

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    Abaixo, o profissional dá dicas para montar o seu currículo e ajuda a quebrar alguns estigmas do passado que já não são válidos atualmente.

    ➡️Estigma: ficar pouco tempo em uma mesma empresa significa que o profissional é instável.

    Será que trabalhos de dois ou três meses “queimam” a imagem do candidato? Abreu esclarece que, em muitos setores isso não ocorre. Isto porque a informalidade hoje em dia já é bem vista pelas empresas. No cenário da Tecnologia da Informação (TI), entende-se que profissionais que ocupam cargos informais são prestadores de serviço – característica positiva para cargos de desenvolvimento ou voltados a projetos, por exemplo.

    ➡️Estigma: o profissional com experiências diferentes e fora da sua principal área de atuação não tem foco.

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    De acordo com o recrutador, o que se chamava antigamente de “profissional pinga-pinga”, ou seja, aquele que ficava mudando de um emprego para outro, não é mais visto com maus olhos. “São profissionais voltados a projetos, que aceitam trabalhos temporários ou então realizam a entrega de uma tecnologia ou de um serviço específicos”. O importante é deixar claro no seu currículo quais habilidades e competências você domina, para mostrar que está apto a preencher a vaga.

    ➡️Estigma: Currículo não é lugar para falar sobre a sua vida pessoal.

    Embora projetos voluntários e outras ações da vida particular possam enriquecer o profissional, Abreu acredita que estas informações podem ficar para o momento da entrevista, quando se tem um contato mais aprofundado com o candidato – salvo vagas que priorizem estas característica.

    “Se a empresa busca ver a capacidade do candidato no currículo, é importante que ele seja mais ágil e proativo à primeira avaliação. Perfil pessoal, gostos pessoais e experiências de viagem ficam para a entrevista.”

    ➡️Estigma: Uma mentirinha não faz mal.

    Na ânsia de querer destacar o currículo frente a outros candidatos, muitos acabam pesando a mão nos ajustes finais. É o caso de maquiar o nível dos idiomas, por exemplo. Quanto a isto, Abreu é categórico: “Não adianta tentar enganar, já que muitas oportunidades precisam mesmo do idioma e você poderá ser chamado para fazer a entrevista nesta outra língua.”

    Vale lembrar que mentir no currículo pode ser considerado crime. É melhor ficar fora dessa e confiar nas habilidades que você realmente possui.

    ➡️Estigma: Quem busca o primeiro emprego não precisa montar um currículo robusto.

    Mesmo sem experiências profissionais prévias, é possível montar um ótimo currículo. O recrutador orienta que “o profissional faça projetos particulares e tenha projetos que possa exibir tanto no currículo quanto na entrevista técnica.”

    Ele reforça que “é importante ter cases”, já que os recrutadores buscam o profissional pelas habilidades, ferramentas ou tecnologias que ele domina. Uma dica valiosa para quem ainda não teve experiência e quer se destacar: “O candidato pode desenvolver projetos especificamente para o portfólio, apresentando a bagagem de desenvolvimento possui”.

    ➡️Estigma: Currículo muito longo atrapalha. É melhor enviar sempre uma versão resumida. 

    Depende. De acordo com o recrutador, um currículo longo demais pode atrapalhar quando a vaga é muito específica. “Mas para uma vaga de desenvolvimento em TI, por exemplo, é interessante que o profissional detalhe as skills que possui, já que neste caso a empresa quer saber quanto conhecimento o candidato possui.”

    O LinkedIn é um ótimo lugar onde fazer um bom detalhamento de conhecimentos específicos. Além dele, Abreu destaca a importância de apresentar um portfólio.

    ➡️Estigma: É melhor ser muito bom em apenas uma coisa só a ter habilidades em diversas áreas.

    Hoje em dia, sobretudo no mundo da tecnologia, o mercado busca mais por profissionais que são especialistas na área que atuam. Ou seja, quanto mais especialista você for em determinada tecnologia, ferramenta ou habilidade, mais chances terá de conquistar aquela vaga específica.

    Porém, esclarece Abreu, que “dependendo da oportunidade, há também vagas que prezam pelo profissional que tem conhecimento em múltiplas tecnologias”. Para uma posição de gestão, ter uma experiência mais horizontal pode ser um diferencial, já que o cargo pode requerir que o profissional tenha a capacidade de entender e interagir com diversas funções.

    Por isto, é importante entender bem a vaga para a qual está se candidatando e elaborar o seu currículo de forma a evidenciar as sua características que melhor se aplicam a ela.

    No Instagram @disysbrasil, confira 3 apps gratuitos para montar o seu currículo e muitas outras dicas para alavancar a sua carreira.

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