Deu match! Gamificação é tendência nos processos seletivos

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Wanderson Leite, fundador da ProAtiva/Divulgação

Por Wanderson Leite

Imagina que máximo seria abrir uma plataforma com vários filtros por localização, idade, perfil, objetivos de carreira e todas as informações sobre a empresa que está oferecendo uma vaga? Não ter que perder semanas ou até meses em um processo seletivo para descobrir só no fim que você não era o candidato mais adequado para as expectativas da companhia? Hoje, e cada vez mais, vivemos a Era Digital, em que o lema é: “se dá para resolver pela internet, melhor”. Ninguém mais quer saber de longas ligações, muito menos sair de casa, pegar trânsito, gastar com transporte. Tratando-se de uma situação de desemprego, é ainda mais grave: tempo é realmente dinheiro.

Para otimizar os processos seletivos, muitas empresas têm adotado aplicativos ou sites com uma tecnologia chamada gamificação. Alguns exemplos são a fabricante de alimentos Nestlé e a siderúrgia Gerdau, ambas de grande porte. Incorporada do universo dos jogos, digitais ou não, ela parte do princípio de que é possível aprender e transmitir conhecimento na forma de quizzes, games interativos, podcasts, fóruns, etc.  No caso do processo de recrutamento, essas ferramentas funcionam como um “Tinder do emprego”, unindo empresas e candidatos por interesses mútuos e tornando o relacionamento entre eles mais honesto, claro e direto.

As vantagens, para empresas e candidatos, se sustentam em três pilares principais.

Tempo: As grandes companhias, nas quais se encontram as melhores vagas, com benefícios e salários tentadores, geralmente contam com empresas externas que organizam seus processos seletivos. Por se tratar de cargos de grande responsabilidade, eles costumam durar várias fases, que incluem avaliações, atividades, dinâmicas de grupo e entrevistas com equipe de Recursos Humanos e diretores. Para quem foi selecionado no final, ótimo – mas e quem perdeu todo esse tempo para, muitas vezes, nem receber um “obrigado pela participação”? É uma realidade que precisa mudar.

Agilidade: É muito prático resolver tudo pelo celular. As gerações mais novas já entendem bem dessa lógica, aproveitando ao máximo serviços de entrega de refeição por aplicativo, aluguel de bicicletas, transporte, etc. Por que deveria ser diferente ao procurar um emprego? O ambiente digital confere mais agilidade aos processos e é confortável para os usuários, ajuda a aliviar a pressão. Se desenvolvido por uma equipe de TI e de Recursos Humanos qualificadas, um aplicativo gamificado tem grande potencial para ser agradável e possibilitar que o candidato mostre qualidades que, muitas vezes, ele não conseguiria pessoalmente, por timidez ou nervosismo do momento.

Assertividade: Boa parte dos aplicativos gamificados permitem criar algoritmos que mostram para as empresas os usuários que mais se adequaram ao perfil pré-estabelecido por elas. Que qualidades ele deve ter? Deve ser mais cauteloso ao tomar decisões ou a vaga permite alguém mais proativo? Tudo isso é possível configurar e analisar, inclusive, soft-skills e hard-skills. Desta forma, os candidatos que chegarem à fase final, de entrevista pessoalmente, serão realmente os mais adequados para a proposta da empresa, tornando o processo mais assertivo.

Já é hora das empresas entenderem a realidade dos candidatos, ao mesmo tempo que estes precisam aprender a selecionar melhor as vagas que almejam preencher. Ambos precisam entender que vivem uma relação de troca e precisam ser igualmente bons uns para os outros. Com a gamificação, empresas de todos os portes podem unir o útil ao agradável, selecionando melhor seus funcionários. No caso das pequenas e médias, isso é ainda mais importante, já que é possível que toda a equipe tenha que conviver com frequência – isso só dará certo se todos estiverem com o propósito alinhado. Por todas essas vantagens, a gamificação – ou o Tinder do emprego – deve se tornar cada vez mais uma tendência!

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