Diferencie o meme do útil: como escolher as melhores moedas digitais  

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Por Cássio Rosas *  

Dogecoin é uma criptomoeda que surgiu em 2013 a partir de um meme com um cachorro da raça Shiba Inu. Entretanto, o que se viu nos anos seguintes não tem nada de brincadeira. Só em 2021, esse ativo chegou a ter valorização de 14.000% e foi adotado por ninguém menos do que Elon Musk, CEO da Tesla. Muita gente conseguiu ganhar dinheiro com o aumento dela, mas seu sucesso representa a exceção que confirma a regra. O mercado cripto está cheio de ativos inspirados em memes e conteúdos virais que pouco têm a oferecer a investidores e consumidores. Mas como identificar quais apresentam mais riscos e escolher as melhores? Como qualquer ativo, é essencial pesquisar e conhecer o assunto. Confira uma lista de boas práticas para identificar as melhores opções:  

1 – Avalie o projeto por trás da moeda digital 

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A primeira recomendação é conhecer a fundo o projeto que sustenta a moeda digital em questão. Isso significa saber um pouco da história por trás da criação do ativo, seus objetivos, as funcionalidades e até das empresas que estão por trás do desenvolvimento e da utilização desse recurso. Enquanto as criptomoedas “memes” estão mais preocupadas em fazer graça com os usuários na internet, os projetos mais sérios de moedas digitais têm propósito, finalidade e objetivos.  

2 – Identifique a reserva de valor  

A função mais importante de qualquer moeda, física ou digital é a capacidade de preservar o seu poder de compra ao longo dos anos. Na prática, significa que o valor segue vantajoso para o usuário e representa a principal forma de medir a riqueza do ativo. O mercado cripto, evidentemente, é bem mais volátil do que os investimentos tradicionais, mas as melhores opções conseguem demonstrar uma reserva de valor interessante ao longo do tempo graças a sua popularidade e seu uso constante no dia a dia.  

3 – Confira o fluxo e o volume de negociações  

Outra dica interessante para verificar a viabilidade de uma moeda digital e sua diferença em relação aos “memes” é o monitoramento de todas as negociações realizadas pelos ativos. Projetos mais sérios carregam consigo todo o know-how e expertise de seus criadores, sendo adquiridos e vendidos a todo instante – o que também contribui para as alterações de seu valor. As criptomoedas que só valem pela brincadeira costumam ser restritas a uma comunidade pequena, o que dificulta a adesão e participação de novas pessoas. 

4 – Descubra as plataformas e exchanges digitais  

Moeda digital de verdade, seja cripto ou token, depende do trabalho de plataformas e exchanges digitais. Sem essas soluções tecnológicas, é inviável estabelecer alguma relação de troca com o ativo. Enquanto as primeiras garantem o ecossistema necessário para adquirir o ativo, estipulando regras, informações e até carteira digital, as segundas são o ambiente em que o mercado secundário se constitui, ou seja, onde os usuários podem negociá-lo com outras pessoas, numa espécie de bolsa de valores.  

5 – Informe-se em canais especializados  

Por fim, a informação e o conhecimento seguem como dicas importantes para diferenciar o meme que não vale nada de uma moeda digital séria e que tem muito a oferecer às pessoas. Se ainda há dúvida se determinado ativo possui algum lastro ou não, busque conteúdo em portais especializados no mercado cripto. Neles, é possível ver as principais notícias relacionadas à moeda digital, a própria evolução do valor ao longo do tempo e demais informações que ajudam a tomar a melhor decisão na hora de alocar seu investimento.  

*Cássio Rosas é Diretor de Novos Negócios e Estratégia da Wiboo, plataforma com utility token que promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores por meio de moedas digitais – e-mail: [email protected] 

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