Do currículo à entrevista: Como atrair a atenção de um recrutador em tech? 

Talent Acquisition conta o que favorece ou prejudica os candidatos nos processos seletivos

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A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) estima que 420 mil novas vagas serão abertas no setor de tecnologia até 2024. No entanto, a alta demanda não significa que os processos seletivos serão mais simples — ainda mais com a grande adesão ao trabalho remoto, que permite às empresas terem acesso a profissionais de todos os cantos do país e até do mundo. Diante de uma infinidade de possíveis candidatos, como atrair a atenção dos recrutadores?

A Luana Camilo, Talent Acquisition na startup Kyte, lista as principais dicas e cuidados que os profissionais do setor devem seguir na hora de elaborar seu currículo, atualizar seu LinkedIn e se preparar para a entrevista. Confira!

Adapte seu currículo para a vaga

Ao formular seu  currículo, reúna as informações mais úteis para a vaga em questão, e não todas as suas experiências profissionais. “É muito comum que os recrutadores tenham grande demanda de triagem de currículos, fazendo com que  o tempo dedicado para olhar cada um deles seja curto. Por isso, ele tem que ser atrativo”, explica Luana, que defende um design com toque pessoal, mas sem exageros e sempre com uma visão “limpa”. Textos misturados e informações bagunçadas são pontos negativos, assim como erros de português. “Além disso, o perfil não pode estar desalinhado com a senioridade e os conhecimentos exigidos na vaga. E, o mais importante de tudo: não minta”, reforça.

A recrutadora também explica que não existe uma estrutura única para o documento, mas que alguns itens não podem faltar, como o nome do candidato, seus dados de contato, sua formação acadêmica e suas experiências profissionais. “Coloque somente as suas últimas formações. Se for um Jovem Aprendiz, por exemplo, inclua apenas o Ensino Médio. Se for um Sênior, coloque suas últimas três formações”. Outra dica é inserir os principais conhecimentos técnicos, ferramentas e idiomas que você domina, em vez de apontar uma lista de cursos. “O que interessa é o que você realmente sabe”, aponta a Talent Acquisition da Kyte.

O candidato também pode colocar no currículo uma breve apresentação sobre si, sua trajetória profissional e suas principais habilidades e competências. “Uma dica valiosa é saber escolher o tom de voz adequado, de acordo com a empresa para a qual vai se candidatar. Se for para uma startup, como a Kyte, seu tom pode ser mais informal, por exemplo”.

Mantenha o LinkedIn completo e atualizado

O LinkedIn é uma ferramenta cada vez mais utilizada pelas empresas para o recrutamento de profissionais. Segundo pesquisa da Opinion Box, 82% dos usuários da rede já a utilizaram para procurar emprego — e 29% conseguiram.

Luana Camilo explica que, assim como acontece com o currículo, também é importante utilizar o espaço do LinkedIn para fazer uma breve descrição sobre você e elencar suas experiências profissionais. “O que difere é que este perfil é aberto, então o candidato pode abusar das informações. Quanto mais, melhor. E, nesse caso, o tom de voz tem que ser voltado para um público heterogêneo”, reforça.

Incluir informações adicionais como Competências e Certificações, entre outras, também é uma atitude indicada para deixar o perfil mais completo, assim como uma foto de boa qualidade.  “Isso reforça a ideia de que você se preocupa com o seu perfil profissional que fica exposto na rede”, diz Luana.

Outra dica valiosa para o LinkedIn é otimizar o seu perfil para favorecer o mecanismo de buscas. Um candidato que está procurando um trabalho como Customer Success, por exemplo, deve ter o cuidado de inserir essa descrição no “título” — espaço que vai logo abaixo do seu nome —, bem como de colocar palavras relacionadas à vaga ou à posição desejada no resumo profissional.

Como a plataforma funciona como uma rede social, uma dúvida muito comum entre os candidatos é em relação às publicações no perfil. Nessa questão, a recrutadora da Kyte  alerta que é preciso ter o cuidado de não confundir o LinkedIn com outras mídias, como o Facebook ou o Instagram, e focar apenas em publicações relacionadas ao mundo corporativo e profissional. “Produzir conteúdos nesses temas é algo interessante, demonstra que o candidato está ativo na sua área de conhecimento”.

Prepare-se antecipadamente para a entrevista

A principal diferença entre entrevistas online e presenciais está nos equipamentos que mediam a conversa. Por isso, uma das primeiras dicas para os candidatos é checar se os aparelhos envolvidos e a conexão com a internet estão funcionando bem. Luana também aponta que o ideal é deixar a câmera ligada, facilitando a interação com o recrutador.

“Cuide da sua apresentação pessoal como se fosse presencialmente, demonstre que é um momento importante pra você. Esteja em um lugar calmo e silencioso e cuide de tudo que vai aparecer na câmera, tendo atenção ao fundo e evitando uma possível bagunça exposta”, aconselha.

Os outros cuidados são os mesmos da entrevista presencial. Para se preparar, a recomendação é fazer uma pesquisa sobre a empresa, entendendo sua história, produto, cultura e valores. “Revise a descrição da vaga e entenda como tudo isso se encaixa com você, com sua trajetória profissional e com os objetivos futuros de ambos”, enfatiza Luana.

Para chamar a atenção do recrutador e se destacar, vale demonstrar um perfil ativo, com desejo de desenvolvimento e paixão pelo que faz. “A troca de energia também acontece nas entrevistas online. Percebemos quando o candidato está  feliz, quando está mais nervoso, quando está preparado e seguro. Sabemos que é inevitável não ficar minimamente afetado por esse momento, mas respire fundo e se concentre na sua comunicação”, finaliza a recrutadora.

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