Em meio à pandemia, Bankly nasce como marco para as plataformas de pagamento

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Foto/ Reprodução

Solução nasce para permitir que qualquer organização, dos mais variados setores, possa disponibilizar funcionalidades bancárias a seus clientes e promete diminuir a concentração de poder dos grandes bancos

A bola da vez no mundo dos negócios é desenvolver soluções que melhorem a experiência dos usuários em setores que tradicionalmente são burocráticos e restritos. Na última década, o movimento aconteceu em mercados como os de mobilidade urbana, alimentação e consumo de conteúdo. No mundo das finanças isso também muda, e em 2020 ganha um marco: com a chegada do Bankly, nunca foi tão fácil para empresas oferecer serviços que tradicionalmente eram restritos a bancos.

Fundado pela Acesso, uma das líderes no mercado brasileiro de fintechs, o Bankly é a primeira solução completa de Banking as a Service do Brasil. O tipo de negócio, já estabelecido no mercado europeu, é baseado na oferta de APIs (interfaces de programação de aplicações) que permitem que organizações – sejam do mercado financeiro ou não – integrem serviços bancários em sua oferta de produto, desde a construção de um cartão para um varejista até uma conta digital completa.

O modelo chega com força para mudar as estruturas do engessado mercado bancário brasileiro, onde apenas cinco grandes bancos detêm praticamente 70% do mercado. Ao disponibilizar a estrutura tecnológica e regulatória para que qualquer negócio possa oferecer produtos financeiros aos seus clientes, o Bankly tem potencial para ser um importante agente da mudança e da democratização dos produtos financeiros no país.

“O nosso serviço funciona como um ‘supermercado’ de APIs para empresas que querem integrar funcionalidades financeiras aos seus produtos. Por exemplo, se uma rede de varejo quiser lançar um produto financeiro digital, ela pode compor o seu app com várias APIs, habilitando funções como transferências entre contas (TED/DOC), emissões de cartões com marca própria e até a estruturação de uma conta completa”, comenta Davi Holanda, CEO da empresa.

Com mais de 40 colaboradores envolvidos em seu lançamento, a unidade de negócio nasce oferecendo 45 APIs, que quando plugadas permitem que empresas ofereçam funcionalidades em seus produtos como: pagamento de contas, transferências (TED/DOC), emissão de cartões, entre outras. Além dessas, outras 30 APIs estão na esteira de produção e serão lançadas até o final de 2020.

O negócio também tem como objetivo promover o diálogo sobre o futuro dos serviços bancários com a comunidade de desenvolvedores e profissionais de tecnologia do país. Por isso, o Bankly já nasce com um ambiente de teste – tecnicamente denominado “sandbox” -, onde todas as integrações podem ser testadas em um ambiente seguro, sem a realização de transações reais.

“Nossos serviços e APIs são feitos por desenvolvedores para desenvolvedores, o que facilita muito a construção de produtos com qualidade e que dispensam a necessidade de milhares de fornecedores terceirizados”, complementa Holanda sobre a tecnologia investida no negócio.

Além do universo tech, a Acesso reforça que o Bankly foi desenvolvido com foco em tornar os resultados de produtos digitais financeiros escaláveis, também sendo apresentado como um grande parceiro para o crescimento de negócios. Nessa linha, a integração com o Banco Central garante a todos os clientes de Bankly a regulamentação e segurança de estar transacionando através de uma instituição de pagamentos (IP) oficial.

Por fim, Davi complementa “a nossa missão com o Bankly é permitir que as empresas se preocupem com as melhores experiências de seus clientes sem se preocupar com a estrutura. Queremos abrir possibilidades e democratizar ainda mais os serviços financeiros no país com tecnologia de ponta”.

O conceito de banking as a service engloba soluções e ferramentas tecnológicas que abrem a possibilidade de empresas disponibilizarem serviços bancários mesmo não atuando no setor financeiro. É uma das principais tendências do Brasil para 2020, principalmente com a regulamentação do open banking pelo Banco Central a partir deste ano.

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