Empreendedores criam startup que disponibiliza cerveja gelada em condomínios e traz mais segurança e comodidade ao consumidor

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Para muitos, pode parecer um sonho: uma geladeira com capacidade de até 300 cervejas na portaria do prédio, na área de lazer de um clube ou num local com tomada e wi-fi disponível. E se parece pouco ainda, soma-se que a bebida vem gelada, é comercializada durante 24 horas por dia por um preço bastante competitivo e está disponível através de poucos cliques pela tela do smartphone, sem necessidade de tocar em maquininhas de cartão de crédito ou ter dinheiro e moedas à mão. Quem começou a dar vida a esta mágica foi a dupla de empreendedores Evandro Chicoria e Yoshitaka Terasawa, químico e médico por formação que deixaram os planos iniciais da graduação para se lançarem no empreendedorismo.

O encontro entre eles aconteceu em 2016, quando investiram na primeira startup, uma revista de cupom de desconto que circulava em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A ideia parecia promissora, mas se mostrou pouco escalável e, pior, com a entrada de concorrentes de peso, tornou-se ainda menos rentável, levando ao encerramento das atividades após pouco mais de um ano de operação. Mas, se há algo de bom quando um negócio que não vinga traz são aprendizados que valem ouro para um próximo projeto. Não é à toa que hoje a Take and Go encontra um terreno bem fértil, tanto do lado dos empreendedores, que agora com mais prática e expertise neste mundo das startups somam à gestão do negócio, quanto no segmento em que foi implementada. Afinal, quem não gostaria de ter acesso a uma geladeira repleta de cerveja?

Vai ou racha

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Foi assim que em 2018 a dupla abdicou de vez da revista de cupom e resolveu apostar nesta nova frente. O primeiro passo foi montar uma equipe e ir atrás de uma tecnologia que viabilizasse uma máquina que fosse mais do que uma geladeira e que otimizasse a experiência do usuário. Foi neste período que se somou ao time de empreendedores Vinícius Orsi Valentes, engenheiro eletricista de formação e que, como desenvolvedor especialista em Inteligência Artificial, ajudou a chegar no protótipo final: a cervejeira, uma vending machine que conta com uma tecnologia própria capaz de identificar qual item foi retirado e fazer a cobrança de maneira automática no cartão de crédito cadastrado no aplicativo. É pelo app, inclusive, que a vending cooler, como também é conhecida, é destravada por meio de um QR Code, o que garante mais segurança e a impede de ser acionada por menores de 18 anos.

Com aporte inicial de R$ 100 mil, que cobriram as despesas da prototipagem e do lançamento, a cervejeira Take and Go foi lançada oficialmente em maio de 2020, com as cinco primeiras “vending coolers”. Em agosto, um vídeo simples e caseiro, em que Evandro explicava o funcionamento da máquina, viralizou e deu um novo ritmo de expansão à marca, levando à decisão dos empreendedores em desenvolver o modelo de licenciamento da tecnologia. Até dezembro de 2020, com apenas sete meses de vida e 50 geladeiras operando, a Take and Go faturou R$ 500 mil. No primeiro trimestre de 2021, alcançou 15 estados brasileiros e, antes mesmo de completar um ano de operação, já está presente em 500 pontos de vendas. Até o fim deste ano, a meta é ousada: chegar a três mil cervejeiras e faturamento superior a R$ 40 milhões.

Para dar conta desse plano de expansão, a Take and Go apostará no sistema de licenciamento, que confere maior flexibilidade para o investidor, inclusive, definir os rótulos alinhados com os hábitos de consumo do público local. A parceria exclusiva com a Ambev, que possibilitou preços de mercado vantajosos, foi um ponto a favor do consumidor, que terá acesso a cervejas geladas e a preços competitivos, em geral abaixo do que o encontrado em lojas de conveniência, bares ou restaurantes. Em tempos de pandemia e a hábito que a população desenvolveu de confraternizar dentro de casa, ter à disposição uma geladeira cheia de cerveja 24 horas por dia, sem a necessidade de sair do condomínio para comprar, ou precisar levar a carteira a tiracolo, é, sem dúvida, o que o brasileiro precisava. Ou ainda não sabia que precisava.

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