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    Entenda como o débito técnico pode custar milhares de dólares para empresas

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    Conhecido como uma das maiores ameaças para a inovação, débito técnico (technical debt) é o termo usado para baixa qualidade e erros em código de programas que já foram lançados. Ele é uma consequência de desenvolvimentos feitos em um curto período de tempo, que influenciam a qualidade futura do programa. Para o especialista da Prime Control, Guilherme Medeiros, melhorar os testes em todas as fases do desenvolvimento do produto e garantir as condições necessárias para uma validação adequada são formas de evitar esse problema.

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    O especialista explica que, muitas vezes, para entregar o código dentro do prazo estabelecido e agilizar o lançamento do programa, os desenvolvedores acabam deixando passar certos erros. Isso é chamado de débito técnico imprudente intencional: quando a equipe entrega o software mesmo conhecendo as falhas presentes no código. “O problema é fruto de um desenvolvimento feito em um prazo insuficiente para se realizar as validações necessárias que geralmente são uma resposta à pressão do time-to-market, influenciando a qualidade futura do programa”, afirma.

    Também pode acontecer da equipe escolher utilizar uma linguagem de programação ou ferramentas novas, o que acaba resultando em falhas não esperadas. Esta situação é denominada de débito técnico imprudente não-intencional. Já o débito técnico consciente intencional é quando os desenvolvedores lançam o projeto reconhecendo os erros, com a promessa de corrigi-los posteriormente. Em um outro cenário, o débito técnico consciente não-intencional acontece quando a equipe só percebe os erros depois que finalizam o programa.

    Esse problema é reconhecido por líderes de TI como uma das maiores ameaças à inovação, de acordo com relatório feito pela OutSystems. O estudo The Growing Threat Of Technical Debt (A Crescente Ameaça do Débito Técnico, em tradução livre) também relata que o problema custa milhares de dólares às empresas, inibindo sua capacidade de crescimento e inovação. As grandes empresas gastam 41% de seu orçamento em TI no débito técnico. Mesmo sendo um risco que afeta todos os tipos de organizações, o débito técnico ainda é pouco reconhecido – e, às vezes, até ignorado.

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    O especialista da Prime Control explica que a resolução desse problema é simples, embora que desafiadora: investir tempo e recursos adequados em tempo de desenvolvimento e planejar o impacto de um potencial erro em produção. “O mais importante é que toda equipe trabalhe em conjunto com a meta de aperfeiçoar a programação e evitar débitos técnicos de qualquer espécie. Imagine que é como se nós estivéssemos fazendo um bolo e cada um é responsável por uma parte. Se você não fizer a sua corretamente, o resultado não ficará agradável”, diz.

    A Prime Control, empresa paranaense especializada em testes e qualidade de software, é reconhecida pela sua excelência no trabalho em equipe. O CEO da companhia, Everton Arantes, afirma que tem investido na retenção de talentos e na formação de pessoas. O Prime Hero Academy é o programa da empresa que foca no treinamento, contratação e aceleração de carreiras. A cada 3 meses, a especialização capacita até 300 pessoas por edição em média, com um significativo percentual de contratação ao final. Para a Prime Control, capacitar pessoas é a principal solução para evitar dificuldades como o débito técnico.

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