Hiperautomação transforma processos e tomada de decisões no mercado financeiro

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Considerada uma das principais tendências em tecnologia para os próximos anos pela consultoria Gartner, a hiperautomação vem modificando a forma como as empresas realizam seus processos, pensando na melhoria da eficiência operacional e experiência do consumidor. Ela integra diversas ferramentas tecnológicas avançadas, como Inteligência Artificial (IA), Machine Learning e automação de processos robóticos (RPA), para executar atividades rotineiras sem intervenção humana. Um dos segmentos que vem implementando essa tecnologia é o setor bancário, principalmente na esteira de crédito, pois a hiperautomação vai além de automatizar processos de negócios, sendo possível a orquestração e a tomada de decisões complexas a partir de análises de dados. 

A automação já vem sendo utilizada pelas organizações no mundo todo para ganhar velocidade e reduzir custos em tarefas repetitivas. Porém, a necessidade de digitalizar e estruturar os dados para que, só então, possam ser manipulados pelo RPA, fez com que as companhias recorressem a outras tecnologias. No entanto, ao implementar diferentes ferramentas, as empresas começaram a enfrentar desafios causados pela falta de visão detalhada do processo e, principalmente, para integrar as tecnologias diversas, tornando a transformação digital mais lenta.

A hiperautomação vem para preencher essa lacuna e está em forte crescimento. De acordo com o Gartner, o mercado mundial de software que permite a hiperautomação deve chegar a US$ 596,6 bilhões em 2022, uma alta de 23% se comparado ao resultado de 2020, que foi de US$ 481,6 bilhões. Diferente do RPA, a hiperautomação consegue integrar diversas tecnologias e, por meio da análise de dados e números, é capaz de tomar decisões complexas, interagir e se conectar via interfaces de programação de aplicações (APIs) com diferentes sistemas. Com isso, as empresas conseguem não só reduzir custos, tornar o processo mais ágil, diminuir os índices de erros e aumentar a produtividade como também ter uma solução de ponta a ponta para o negócio, de forma automatizada.

Como esta tecnologia está transformando o mercado financeiro

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Um dos segmentos que está adotando esta tecnologia é o setor financeiro. Atualmente, abertura de conta bancária e tomada de crédito já são feitos por plataformas automatizadas. Na Stoque, empresa que desenvolve soluções de automação inteligente e digitalização de processos e documentos, e tem como clientes grandes bancos, mais de 60% das propostas de crédito consignado já são formalizadas sem intervenção humana.

Isso significa que todo o processo da esteira de crédito, desde a originação, análise de documentos até a formalização do contrato, que antes ocorria de forma manual e podia demorar dias para a conclusão, hoje é feito de forma automatizada e pode ser concluído em poucos minutos. “Com essa tecnologia os bancos podem escalar a sua operação com agilidade e segurança. Hoje, 98% das propostas são formalizadas em menos de 30 minutos, sendo 75% em menos de três minutos”, informa Thiago de Assis, CEO da Stoque.

Na plataforma é possível associar diversas tecnologias em um único local para orquestrar todas as etapas do processo, incluindo fornecedores externos, que são conectados por APIs. Para o mercado de crédito, que é altamente competitivo, principalmente com a crescente entrada de novos players, os benefícios do uso de dados e IA vão além da redução de custos e maior agilidade. Segundo Assis, essas tecnologias são capazes de mapear toda a jornada do cliente e direcionar a tomada de decisões baseando-se em suas necessidades. “Isso significa entregar a melhor experiência ao consumidor. Ou seja, reduzir o tempo de processamento do empréstimo, tornar o processo mais transparente e oferecer outros produtos que conversem com o perfil”.

Com a pandemia e o distanciamento social, os clientes passaram a evitar as agências bancárias físicas e a demandar ainda mais por canais de autoatendimento digitais, o que impulsionou a automação acelerada dos bancos. Por isso, a tendência, segundo avalia o executivo, é que as instituições financeiras ampliem suas ofertas digitais para melhorar a experiência do usuário. Só para ter uma ideia, as transações realizadas via aplicativo bancário representaram 51% do total das operações feitas no país em 2020, segundo pesquisa da Febraban.

Proteção dos dados e redução de fraudes

Dentro desta cadeia complexa de gerenciamento de dados, as companhias também estão investindo cada vez mais na detecção de fraudes por meio de Inteligência Artificial. Tecnologias como facematch e visual recognition são usadas para fazer o reconhecimento das informações e fotos enviadas pelos clientes na abertura de conta bancária e pedidos de empréstimo por aplicativo.

De acordo com Thiago de Assis, a aplicação dessas tecnologias consegue reduzir os índices de erros que são decorrentes de falhas humanas. “Por meio de um drive de acuracidade é possível processar dados, analisar e validar informações de forma precisa, rápida e sem interrupções. Esse tipo de tarefa repetitiva, quando feita por pessoas, são passíveis de erros por conta das nossas limitações”, explica.

Com isso, as empresas, principalmente os bancos e instituições financeiras, conseguem maior controle e proteção dos dados, reduzindo riscos financeiros e de vazamento de informações e identificação prévia de possíveis fraudes.

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