Inteligência Artificial: bênção ou uma maldição para as empresas?

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Não é novidade para ninguém: a pandemia acelerou o uso das tecnologias digitais. E, em diversos segmentos do universo empresarial, a mudança pôde ser nitidamente vista com a implementação da Inteligência Artificial (IA), seja no uso dos chatbots ou com os assistentes virtuais, por exemplo, tirando de cena os ‘atendentes humanos’.

“A tecnologia tem sido uma grande aliada das empresas, mas por si só, a IA não resolve o problema de ninguém. É necessário analisar o cenário e criar estratégias assertivas, promovendo valor às necessidades e desejos dos clientes. Do contrário, pode acarretar prejuízos de várias formas e tamanhos”, analisa o professor de Pós-Graduação na IBE Conveniada FGV, Victor Corazza Modena.

De acordo com ele, “está na moda ouvirmos inúmeras soluções trazendo a Inteligência Artificial como grande chave de transformação e diferencial de inovação”. Entretanto, segundo ele, para evitar frustações e prejuízos, antes de implementar essa tecnologia nos negócios, o primeiro passo é saber o que, de fato, é a IA.

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“Podemos dizer que a IA acontece quando a máquina aprende sozinha, simulando um cérebro humano. É quando os programadores não precisam alimentar o banco de dados, pois quanto mais os consumidores usarem aquele programa, mais inteligente ele fica. Sozinho, livre e automático”, destaca o professor.

Tida como uma aliada dos empresários e ganhando cada vez mais força, Corazza explica que, além dos grandes benefícios, o uso dessa ferramenta pode trazer riscos. “Não tem como escapar, no mundo dos negócios, os riscos e dilemas sempre irão existir. Para exemplificar um deles, entrar na onda de desenvolver soluções apenas por ser ‘música para os ouvidos do investidor’ pode ser a morte do negócio, antes mesmo dele ir ao mercado”, alerta.

Segundo o especialista FGV, uma pesquisa realizada pela CB Insights, apontou que a principal causa de falência das startups é buscar resolver um problema que não existe na vida real. “Em outras palavras, os empreendedores encontram uma solução que pode até ser criativa, mas que não resolve o problema de ninguém e, em decorrência disso, não converte em vendas”.

Os custos e a demora no desenvolvimento também podem ser considerados barreiras. “Soluções de IA podem ser caras, complexas e demorar um bom tempo até serem desenvolvidas por completo, o que pode significar um risco grande para um projeto que não tem certeza que terá sucesso”, afirma.

Mas, para encorajar empresários que estejam dispostos a investir na IA, o professor – que também é palestrante pela No Final das Contas e head de Inovação na InterCoop, elenca dicas e alternativas de como aplicar essa tecnologia, na intenção de trazer bons e inovadores resultados. Confira:

Desenvolva a empatia

“Realizar a empatia é fundamental, antes mesmo de colocar criatividade em ação. É algo muito simples. Basta fazer uma conexão precisa e direta entre a dor do cliente e a solução proposta. E daí a mágica acontece”.

Ouça o mercado e seus clientes

“Escutar vem antes do criar. Com a boa escuta, é possível entender as dores dos clientes. O resultado? Maior facilidade para desenvolver soluções que resolvam problemas reais. É disso que as empresas precisam”.

Busque alternativas

“Como dito anteriormente, o processo de criação e implementação dessa tecnologia pode elevar os custos da empresa e demorar um certo tempo. Nesse cenário, os empresários podem e devem lançar mão de outras estratégias, pois alguns problemas podem ser resolvidos de formas bem mais simples e baratas. Com programação tradicional, por exemplo”, recomenda.

Testar, testar e testar

Testes rápidos e baratos continuam sendo um lema importante para os novos negócios de tecnologia, indica. “Nessa etapa, ter paciência e equilíbrio são aspectos fundamentais para quem quer ‘reinventar a roda”, finaliza Victor Corazza Modena.

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