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    Jogadores casuais se aproximam de ser o principal público de games no Brasil, diz Google

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    Três em cada quatro brasileiros são gamers. Este dado, oferecido pela Pesquisa Game Brasil (PGB), ajuda a explicar o crescimento de um mercado que movimenta R$ 12 bilhões por ano no país. Mas quem é este público? Segundo o Google, se engana quem acha que jogadores casuais são minoria – estes se aproximam de ser o principal público de jogos eletrônicos.

    No entanto, a maioria ainda é composta por pessoas adeptas dos consoles, com renda familiar entre quatro e dez salários mínimos e que sustentam o próprio hobby. Em estudo realizado em parceria com a Provokers, a empresa de tecnologia analisou mil pessoas de classes A, B e C em cinco regiões do Brasil.

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    Foram considerados idade, gênero, classe social e comportamento durante a jogatina – inclusive, hábitos alimentares. O que foi constatado é a presença de cinco perfis diferentes. Nenhum deles é aquela imagem preconcebida do nerd recluso e que se dedica somente aos games. Afinal, a diversidade chegou a este mercado e isso se traduz no consumidor.

    Conheça os cinco perfis de gamers brasileiros

    Entre os principais perfis traçados pelo Google está o jogador casual – ou melhor, jogadora, pois é um público formado majoritariamente por mulheres acima dos 45 anos adeptas de café, suco, chocolate e refrigerante. Pertencentes à classe C, representam 21% dos gamers brasileiros e jogam no tablet e celular – principalmente games como Candy Crush.

    Outro perfil majoritariamente feminino traçado pelo Google é as popcorn gamers, que são 17% da amostragem. Com faixa etária entre 25 e 54 anos, estas jogadoras pertencem à classe A e um gosto mais diverso. Seja na escolha de plataformas, como consoles e tablets, quanto na alimentação: refrigerante, cerveja, chocolate, suco e salgadinhos.

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    No entanto, a grande maioria é o hardware gamer: 22% dos jogadores. Composto majoritariamente por homens de 18 e 34 anos, a plataforma favorita deles é o computador. Pertencentes à classe C, consomem refrigerantes, salgadinhos, chocolates e café.

    Na mesma classe social estão os immersive gamers, que representam 18% dos jogadores. Sua maioria é de homens com idades entre 35 e 54 anos e adeptos dos consoles. Na alimentação, eles preferem não comer enquanto jogam – mas não dispensam bebidas como café, refrigerante e cerveja.

    Pertencentes à classe B, os immersive gamers são o último perfil traçado pelo estudo. Em sua maioria homens que jogam em consoles, estes 19% dos jogadores brasileiros tem faixa etária entre 24 e 45 anos. Durante a jogatina, costumam gostar de lanches, salgadinhos, refrigerantes e sucos.

    No entanto, vale ressaltar uma coisa: estes dados não significam que os gamers brasileiros são, em sua maioria, homens. Citada anteriormente, a Pesquisa Game Brasil constatou que 51% do público de jogos e esportes eletrônicos no país é composto por mulheres. Ou seja, a segmentação do Google é somente um complemento deste dado.

    Quais os hábitos do gamer brasileiro – e o que eles mais jogam?

    Entre os cinco perfis traçados pelo Google, há uma coisa em comum: 86% dos gamers começam suas jogatinas no período da tarde e da noite. Segundo o estudo, 62% o fazem durante o tempo livre – seja intervalo entre aulas ou horário de almoço.

    Além disso, as obrigações cotidianas fazem com que a maioria das jogatinas se concentre entre sexta e domingo. Pelo menos para 60% dos gamers, que só ligam seu jogo favorito neste período.

    Para completar, o estudo ressalta como jogos, consoles e acessórios são um investimento feito pelo próprio jogador. 80% deste público é responsável por comprá-los com o próprio dinheiro.

    No que tange os gêneros favoritos, os esportes são dominantes: 15% dos jogadores se distrai com franquias como FIFA, NBA e Madden. Em seguida estão games de ação e aventura como God of War e Resident Evil.

    Em seguida estão os jogos de mundo aberto como GTA e Red Dead Redemption, preferidos por 10% dos gamers. Já 9% é adepta do multiplayer online e jogos como Valorant, Fortnite e Overwatch. Outros 9% preferem os battle royales mobile como Free Fire e PUBG Mobile.

    Onde os gamers consomem conteúdo?

    Segundo o Google, 25 milhões de pessoas consomem diariamente conteúdos sobre jogos e eSports no YouTube. Com mais de 3 milhões de canais dedicados ao universo dos games e mais de 700 milhões de horas assistidas por ano, o segmento é o segundo principal da plataforma – superado apenas por música.

    Já a Twitch, focada em conteúdo ao vivo, também apresentou números expressivos: mais de 3 milhões de usuários consomem, diariamente, 58,8 milhões de horas lives realizadas por 1,1 milhão de streamers – dados do TwitchTracker.

    Outra opção alternativa popular entre o público é a chinesa Trovo, onde 5 milhões de gamers assistem, todos os dias, 30 milhões de horas de conteúdo. Nela, o foco está nos eSports.

    Já no Facebook Live, este tipo de conteúdo possui dez vezes mais engajamento e é três vezes mais consumido. Não à toa, a plataforma de Mark Zuckerberg passou a investir pesado no segmento e fazer parceria com streamers.

    Quem está ganhando relevância no nicho é a plataforma para streamers IOXtream. Com uma abordagem descentralizada para a produção e consumo de conteúdo, ela oferece ferramentas de engajamento imersivo com NFTs e monetização através de criptoativos.

    De toda maneira, não falta público e conteúdo de qualidade dedicados aos games e eSports. Em 2023, a tendência é que este segmento cresça ainda mais.

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