Moove+ investe em novas tecnologias e aumenta quadro de colaboradores no segundo semestre

Com aumento de volume de entrega, operadora logística promoveu parte da equipe operacional para cargos mais estratégicos e contratou novos funcionários para ocupar as vaga

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 Apesar de ser comum imaginar que a automação, a tecnologia e a Inteligência Artificial sejam responsáveis pela diminuição de empregos em diversos setores, a realidade não é exatamente assim. Diversas empresas só tiveram a possibilidade de expandir as operações e aumentar o volume de negócios graças à tecnologia. É o caso, por exemplo, da Moove+, operadora logística do Grupo Flash Courier, que ao apostar em novos sistemas, contratou 300 colaboradores só no segundo semestre deste ano.

Em outubro de 2020, a empresa bateu recorde de entregas com quase 6 milhões de postagens e viu o seu faturamento aumentar 30% no terceiro trimestre, em comparação ao mesmo período de 2019. Isso porque apostou em um novo modelo de negócios e serviços. A Moove+ ampliou a rede de entregadores e desenvolveu um serviço de frete rápido chamado “Ship from Store”, em que o e-commerce parceiro faz a venda e não requer o uso de um armazém para entregar para seu cliente.

Toda essa operação só foi possível por conta do investimento em automação e Inteligência Artificial, de acordo com Guilherme Juliani, CEO da Moove+. “Ano a ano, investimos muito em softwares de gerenciamento e equipamentos que aumentaram nossa capacidade de trabalho. Nossos novos serviços não teriam como existir se não fosse o avanço tecnológico. Além disso, aumentamos a eficiência, diminuímos o tempo de entrega e também os erros. Isso fez com que pudéssemos expandir”, conta.

As novas aquisições de esteira e tecnologias de gerenciamento permitiram que a empresa crescesse no segundo semestre de 2020, em período de isolamento. E para dar conta dessa demanda, houve a necessidade de ampliar a equipe em diversas áreas da Moove+, como administrativa, marketing e outras. No entanto, ao invés de buscar pessoas de fora, a diretoria preferiu olhar para os seus colaboradores e optou por investir em treinamento, promovendo em apenas dois meses 17 funcionários.

Além disso, os cargos operacionais que teoricamente ficariam vagos foram imediatamente preenchidos, desta vez, por meio de um processo seletivo feito com pessoas de fora da empresa. Para Guilherme, os colaboradores da casa sempre vão ter a preferência caso exista a necessidade de preencher cargos administrativos, de gestão ou direção. “A equipe que já está aqui aprende sobre o setor logístico, pois vê no dia a dia como funciona o mercado, que é bem específico”, diz.

Além das 17 promoções e contratações, o CEO acredita que possam ser feitas ainda mais contratações, até o final do ano, devido à crescente projeção de volume de entregas. A empresa aguarda ainda a instalação de duas esteiras de alta capacidade e 220 robôs AGV (veículos auto-guiados), que ainda não estão em funcionamento por conta de atrasos em decorrência da pandemia do coronavírus. Com isso, espera-se que as operações sejam ainda mais volumosas, eficientes e rápidas.

“Essas mudanças vão triplicar a capacidade produtiva atual da empresa. O novo maquinário tende a zerar o número de erros e agilizar toda a operação logística. Por isso, nossa ideia é automatizar toda a parte operacional e alocar nossos talentos para cargos de inteligência e estratégia, o que é uma tendência em todas as áreas, de maneira geral. Os empregos não vão deixar de existir, como já estamos provando. Eles só vão mudar de papel”, conclui.

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