CEO da RJ Investimentos lista alternativas para montar carteira diversa com produtos inacessíveis no mercado interno

A nova queda da Selic no começo de agosto, que chega agora a 2% ao ano, colocou ainda mais fogo na discussão de como os investidores podem preservar capital fora da renda fixa. Mesmo com o mercado financeiro brasileiro tendo à disposição uma grande variedade de produtos, a moeda mostra que oscilações continuarão ocorrendo. Somada à alta do dólar, a incerteza segue como fator padrão do brasileiro. 

Para Alexandre Bueno do Prado, CEO da RJ Investimentos, esse movimento tende a colocar no holofote alternativas fora do mercado financeiro interno. “O levantamento da Anbima de março de 2020 mostra que apenas 1% dos investidores brasileiros aplicam fora do País. As recentes quedas da taxa selic e o dólar ainda em alta são um alerta de que a opção de investir no exterior deve ser considerada em uma estratégia de diversificação de carteira. Seja para preservar patrimônio, seja para buscar alternativas de rendimentos superiores, é um movimento que vai aumentar muito nos próximos anos”, acredita.

Cada investidor monta sua carteira baseada no perfil, rendimento e objetivos. Por isso, segue abaixo uma lista de características de produtos para quem busca alternativas de investimentos fora do Brasil.

Diversificação de carteira

Existem diversas formas de diversificar a carteira fazendo investimentos no exterior, como geográfica, de moeda e também de classes de ativos. Existem países com moedas fortes e muito estáveis historicamente. O investidor que tem interesse em se resguardar, pode buscar nessas moedas uma forma mais segura de investimento. Além disso, existem classes de ativos não tradicionais no Brasil, mas que já estão mais fortes no exterior. Segundo Alexandre, hoje, o mercado de equity crowdfunding brasileiro já traz algumas alternativas, mas se comparado com os Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo, o leque ainda é muito pequeno. “Ao buscar startups e empresas de tecnologia em franca ascensão, ou que trabalham no mercado global, investir somente no Brasil ainda é limitador”, analisa.

Acesso às “bigtechs”

Com a crise causada pelo coronavírus, empresas ao redor do mundo sofreram um baque financeiro, mas algumas das chamadas bigtechs, como Google, Facebook, Amazon e Apple, por exemplo anunciaram no final de julho uma valorização significativa das ações. Frente a um cenário negativo, investidores do mundo todo procuram por esses ativos, por serem líderes de vendas globais. Essas empresas têm capital aberto no exterior e o brasileiro que tiver interesse em aportar em ativos delas pode fazer isso mesmo sem sair do País. 

Evitar flutuações da moeda

Oscilações e manutenção da moeda são fatores muito considerados durante a montagem de uma estratégia de diversificação. Historicamente, o Brasil é um país que passa por crises, que invariavelmente resultam em perda de patrimônio para muitos investidores. Desde enfraquecimento de moeda até desvalorização de ativos. Por isso, buscar fora do Real alternativas de preservação de capital tem sido uma tática recorrente. Isso pode ser feito desde a compra da moeda em si até em ações de empresas que estão há muitas décadas com capital aberto e são de confiança para investidores do mundo todo.

Comodidade

Além de ser um processo sem burocracias, investir fora do Brasil pode ser cômodo para pessoas que têm interesse em realizar viagens, por exemplo. Para quem tem interesse em tirar férias fora, ou mandar um filho para um intercâmbio, ter investimentos em dólar fora permite o acesso ao dinheiro com muita rapidez. Ao invés de esperar por dias para a conversão de Real na moeda local, já ter o dinheiro no país poupa perrengues desnecessários. 

Opções para investidor não qualificado

Com o desenvolvimento do mercado financeiro no Brasil e novas tecnologias que facilitam a vida tanto dos investidores quanto dos agentes, o processo de investir fora tem sido mais rápido e com opções que não são exclusivas a investidores qualificados. “Hoje, ao abrir uma conta em uma corretora de investimentos, o brasileiro tem acesso aos mais diversos produtos, com os mais variados preços. Não há valor mínimo para se investir”, conclui Alexandre.

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