O Brasil tem mais de 894 mil ataques cibernéticos por hora, de acordo com dados da Akamai

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Com a combinação do uso pessoal e do trabalho da Internet, o risco de comprometimento da segurança das informações ou sistemas da empresa tornou-se significativamente maior. Em 2020, a Akamai, empresa líder para proteger e fornecer experiências digitais, testemunhou mais de 193 bilhões de ataques de tentativa de roubo de credenciais em todo o mundo. No entanto, as empresas que fornecem acesso à rede devido aos benefícios de acessibilidade nem sempre sabem quem está usando quais aplicativos. E mesmo com treinamento, os funcionários nem sempre reconhecem atividades suspeitas de cibercriminosos sofisticados. A combinação de tudo isso gera um quadro de risco importante para as empresas.

Outros tipos de ataque, os baseados na web e os ataques de aplicativos permaneceram altos em 2021 e não mostram nenhuma indicação de desaceleração tão cedo. De acordo com as estatísticas do site da Akamai observados em julho, o Brasil enfrenta mais de 894 mil ataques cibernéticos por hora.

“Se já era difícil fazer a gestão de processos e proteção de dados dentro do ambiente corporativo, agora com funcionários trabalhando de casa, com seus dispositivos pessoais, a maioria deles desprotegidos, é ainda mais desafiador”, comenta Claudio Baumann, diretor geral da Akamai no Brasil. “A capacidade destas empresas de protegerem suas aplicações e mantê-las disponíveis tem um peso ainda maior para continuidade dos seus negócios”, afirma.

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Melhores práticas de segurança

Segundo Baumann, instruir os funcionários sobre como reconhecer e se defender contra ataques cibernéticos é vital neste momento. “Muitos ataques usam técnicas de engenharia social e e-mail para induzir o funcionário a baixar malwares ou divulgar seu nome de usuário e senha”, explica. “Exercícios em que os usuários recebem e-mails falsos de ‘phishing’ são eficazes no treinamento para distinguir uma comunicação genuína do fornecedor de um e-mail de phishing”.

Outra prática importante é fazer backups frequentes dos dados e, depois, fazer o backup do backup. Pode parecer exagero, mas alguns malwares podem criptografar os backups armazenados nos servidores de rede. Os funcionários estão fazendo backup de arquivos importantes em uma unidade de rede? Os backups desses dispositivos e dos servidores de arquivos são copiados para um serviço de backup na nuvem? Assim, se o malware criptografar todos os arquivos e backups locais, uma terceira empresa ainda poderá restaurá-los, com um impacto mínimo nos negócios.

Fortalecer os dados corporativos com várias camadas de defesa. Os cibercriminosos gastam tempo e dinheiro desenvolvendo malwares cada vez mais sofisticados, projetados para contornar as defesas de segurança de uma empresa. Contar com uma única camada de segurança contra essa ameaça em evolução não é uma prática recomendada. A utilização de várias camadas de segurança significa que, se uma camada não bloquear um ataque, haverão sobreposições adicionais capazes de atenuar a ameaça.

Para ajudar a proteger as informações e evitar ataques, os especialistas em segurança da Akamai apontam sete dicas que você pode seguir para se proteger e proteger seus dados.

  • Não utilize o mesmo nome de usuário e senha para diferentes sites: A principal dica para manter seus dados a salvo nessa modalidade de fraude digital é não usar a mesma senha para os diversos sites e aplicativos que for acessar. Além disso, utilize nomes de usuários diferentes. Quanto maior a variedade nessas informações, melhor estarão protegidas suas credenciais.
  • Altere suas senhas periodicamente: Em caso de vazamento de dados, a troca de senhas dificulta o uso da informação roubada. Assim, especialistas recomendam a alteração de suas principais chaves a cada três meses. Senhas de menor complexidade como 123456 ou a data do aniversário também facilitam as fraudes.
  • Verificação em duas etapas: Com a geração de tokens em outros aparelhos eletrônicos, o dado vazado confere apenas uma informação parcial ao cibercriminoso, mas não garante o acesso às contas.
  • Nunca abra um link ou um arquivo anexado a uma mensagem que seja de uma fonte desconhecida. Você pode até conhecer quem postou ou enviou a mensagem, mas quando falamos de redes sociais ou whatsapp, é impossível saber de onde vem certas publicações e mensagens. Procure mais informações sobre a origem da mensagem ou visite diretamente o site oficial da loja ou empresa para ver se ele existe, ou se há alguma informação sobre a promoção que você acaba de receber. Adote uma postura de segurança, protegendo sempre suas informações pessoais e financeiras.
  • Consulte a reputação das empresas que estão oferecendo alguma promoção muito vantajosa. É possível encontrar informações sobre a reputação e credibilidade das empresas de forma fácil na internet. Empresas desconhecidas ou com pouco histórico de relacionamento com clientes devem acender uma luz de alerta para você ter maior cuidado e pensar duas vezes antes de incluir seus dados pessoais e financeiros para qualquer pagamento.
  • Verifique sempre a origem das mensagens recebidas com ofertas e promoções. Desconfie sempre daquela “oferta tentadora”. Veja, se um produto tem o preço médio de R$100,00, não há possibilidade de uma oferta do mesmo produto por R$30,00 ser verdadeira. Aqui o velho ditado vale muito: “Quando a esmola é demais, até o santo desconfia.”
  • Não preencha seus dados em sites sem saber de sua veracidade. Já falamos disso antes, mas esse é um tópico fundamental. Número de telefone, CPF, e-mail, senha, nome completo. Os criminosos usam essas informações para acessar websites nos quais você possa ter cadastro (uma loja de eletrônicos ou de roupas, por exemplo, ou até mesmo suas contas de streaming) para se aproveitarem das informações de pagamento que você deixa salva na sua conta.
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