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    O impacto da Web 3.0 na revolução da indústria cinematográfica

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    Hollywood há muito tempo é dominada por instituições gigantes: dos estúdios da era de ouro do cinema às famosas empresas de streaming atuais. Mas nos últimos anos, com o advento de criptomoedas, blockchain e outras tecnologias descentralizadas, o núcleo tradicional de produções audiovisuais teve os poderes monolíticos centralizados afetados de forma que o modelo adotado atualmente pode estar com os dias contados.

    O diretor David H Steinberg, do sucesso de bilheteria “Onze Homens e um Segredo”, sinalizou que essa ruptura já deveria ter acontecido. Steinberg é um dos principais colaboradores da HollywoodDAO, uma organização autônoma descentralizada que serve como um estúdio de cinema, com foco principal em ajudar os criadores a encontrar investimentos para seus projetos e construir um sistema mais democrático.

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    Luciano Mathias, CCO da TRIO, hub global de criação e produção audiovisual, concorda. Para ele, os artistas apostam em uma revolução do cinema, pois acreditam na evolução desse mercado. “Apesar de estarmos no início, a cada dia surgem novos cases e projetos experimentais nessa área de pessoas grandiosas do setor. O que acontecerá com a indústria cinematográfica é uma resposta que depende das novas tecnologias que surgirão e dos incentivos que esses projetos vão receber”.

    De acordo com o site IndieWire, especializado na indústria de cinema, o diretor estadunidense Steven Soderbergh se uniu a uma organização sem fins lucrativos baseada em blockchain, a Decentralized Pictures, com uma doação de US$ 300 mil, para apoiar cineastas em curtas ou longas-metragens. Uma forma generosa de incentivar a busca por novos talentos e abrir espaço para novos conteúdos.

    Outro modelo de financiamento usado é o Visible Project, que usa NFTs para arrecadar dinheiro e, com isso, permitir que os detentores de tokens votem em projetos que estão aptos a receber investimento.

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    Para o CCO da TRIO, iniciativas assim surgem para enaltecer os contadores de histórias de todo o mundo e oferecer um papel significativo no ecossistema de filmes independentes. Aproveitando, é claro, os rendimentos de NFTs de cineastas lendários que usam a Web 3.0 e o poder da comunidade para remodelar o futuro do audiovisual.

    “A indústria do cinema já passou a considerar a caminhada junto com as tecnologias da Web 3, mas ainda vai levar um tempo para os resultados chegarem”, explica Luciano. “Trazer à tona o assunto é necessário para o nicho explorar e debater as DAOS, NFTs e Blockchain, e, assim, torcer por mudanças significativas no mercado audiovisual”, acrescenta. Pode ser um ganho excelente para todos.

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