Incentivar ações que tornem os colaboradores intraempreendedores para que busquem soluções em cenários adversos, pode garantir ótimos resultados no desempenho da companhia

A crise mundial provocada pela pandemia do novo coronavírus tem forçado muitas organizações a repensarem seus negócios e, infelizmente, algumas consideram que reduzir o quadro de funcionários é a única solução.  Contudo, um conceito antigo, mas até então pouco disseminado, pode ser o caminho para que muitas empresas encontrem em seu time de colaboradores o combustível necessário para superar a crise: é o intraempreendedorismo.

Utilizado pela primeira vez na década de 1980 pelo consultor e educador americano, Gifford Pinchot III, o termo intraempreendedorismo significa, de forma prática, promover ações empreendedoras dentro de uma companhia partindo dos profissionais que ali estão.

Mais do que nunca, a capacidade de “intraempreender” é vista por muitos recrutadores como uma das soft skills cada vez mais valorizadas pelas empresas que, em contrapartida, têm estimulado e proporcionado ótimas condições para que seus colaboradores tenham ideias criativas, inovem e busquem soluções para cenários que estão fora dos principais planos de ação.

Diferente do empreendedorismo, que está mais relacionado a implementar novos negócios do zero, o intraempreendedorismo visa sim incentivar os profissionais para que ajam como donos e líderes da organização em que trabalham, com liberdade para propor soluções diferentes do que já é feito na rotina do negócio.

“Algumas empresas estão descobrindo só agora, durante a crise, o poder do intraempreendedorismo. Mas muitas outras já aplicam isso no dia a dia da companhia e têm alcançado bons resultados de uma maneira geral, tanto para o negócio como na melhora das relações com os funcionários”, explica Arnaldo Maluf Gesuele, Sócio-fundador da Walk Skills, plataforma educacional 100% digital para o ensino de soft skills.

Isso porque, incentivar o intraempreendedorismo eleva o bem-estar do colaborador, tornando-o muito mais engajado, além de gerar oportunidades reais de crescimento para ele dentro da companhia, contribuindo, assim, com a retenção de talentos.

A democratização do intraempreendedorismo e outras soft skills

Assim como todas as soft skills, intraempreendedorismo pode ser desenvolvido e aprimorado por meio de treinamentos e estímulos externos que, em conjunto com outras habilidades comportamentais como trabalho em equipe, liderança, iniciativa e criatividade, podem garantir ótimas ideias e grandes projetos para as empresas partindo diretamente da equipe.

Por isso mesmo, é de suma importância que as empresas criem programas de incentivos e treinamentos que estimulem seus times, fazendo com que todos assumam sua verdadeira importância dentro da organização e sejam protagonistas em seu ambiente de trabalho. Afinal, o capital humano é o bem mais precioso de uma organização.

Segundo a especialista em Gestão por Competências Maria Odete Rabaglio, todo profissional, independente do seu cargo e posição hierárquica, é capaz de praticar o intraempreendedorismo e de prover soluções inovadores dentro da companhia. “A empresa inteligente quer o intraempreendedor. Ela vai em busca de formar intraempreendedores que busquem os melhores resultados possíveis. E isso vale para os colaboradores de todas as áreas, desde o operacional até os cargos de alto escalão”, diz.

Mas as empresas não são as únicas beneficiadas pelo intraempreendedorismo. Muito pelo contrário. Esta é uma ótima chance para o colaborador se destacar e se desenvolver como profissional e, para isso, é preciso ter interesse, força de vontade, estar aberto ao novo e manter uma mente flexível direcionada para o crescimento.

Como um profissional pode desenvolver o intraempreendedorismo

Gaya Machado, Diretora de Conteúdo da Walk Skills e especialista em Desenvolvimento do Comportamento Humano explica que precisamos aprender e reaprender sempre que necessário. “Este é o primeiro passo para que todo profissional desenvolva o intraempreendedorismo. Todos nós somos capazes de aprender e nos adaptar, mas temos que nos desafiar todos os dias. É preciso ter comprometimento, manter a mente aberta e aceitar críticas e feedbacks, mesmo que negativos, sempre tirando um aprendizado de cada situação. Essa atitude abre o caminho para que o indivíduo se desenvolva e aprimore suas habilidades, incluindo o intraempreendedorismo, mas é preciso dedicação e algumas ações simples, mas extremamente importantes”:

Procure e aproveite todas as oportunidades: seja proativo, esteja aberto a desafios e mantenha um bom relacionamento com profissionais de outros setores e, quando menos esperar, uma ótima oportunidade pode surgir;

Transforme ideias em projetos que possam ser comerciais: não tenha medo de expor ideias que possam ser bem aproveitadas dentro da sua empresa. Coloque-as em prática;

Tenha maturidade para lidar com riscos e possíveis falhas: assuma riscos e aceite as falhas como um aprendizado, faz parte do processo;

Seja um executor de planos: Tire seus planos do papel. Ótimas ideias não têm valor se são forem colocadas em prática.

O profissional intraempreendedor é um dos principais motores de inovação e criatividade que uma empresa atenta ao novo mercado pode ter. Por isso, é importante incentivar e aproveitar as oportunidades para transformar o atual cenário e propor soluções eficazes e competitivas dentro de uma companha.

 

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