Pegue e Pague: Empreendedores criam startup de minimercado automatizado para condomínios

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Prático, acessível, cômodo, seguro, conveniente e rápido. Se são estes os adjetivos que têm norteado muitas decisões de compra, sobretudo nos últimos anos, foram estes, também, que definiram o propósito da Minha Quitandinha, uma startup de solução de minimercados autônomos 24 horas por dia dentro de condomínios, que chegam a disponibilizar cerca de 700 produtos ao consumidor. Os empreendedores que estão por trás desta startup são Guilherme Mauri, Marcelo Villares e Douglas Pena, que somaram suas experiências em consultoria corporativista, TI e franquias, respectivamente, para lançar, em março de 2020, em Balneário Camboriú, litoral norte de Santa Catarina, o minimercado focado em condomínios residenciais.

Baseada no conceito de honest market, a Minha Quitandinha tem uma operação bem simplificada, pois não requer muito espaço, sendo o ideal acima de dois m², podendo ser no hall de entrada, recepção, corredor ou até mesmo em uma vaga de garagem, como foi no caso da unidade instalada na cidade de Itajaí, em Santa Catarina. O layout é pré-definido e personalizado para cada projeto de acordo com a área e caso desejável, podendo ser instalado em um container, se for numa área externa, ou white label, em que o nome da unidade é modificado e pode remeter a localização, por exemplo. Assim, o projeto arquitetônico, já pronto, é adaptado às medidas do novo local e repassado ao licenciado, que adquire os equipamentos e os acomoda de forma prática, sem necessidade de pregar nada à parede.

Para o consumidor, também é tudo intuitivo: o minimercado está às mãos e é totalmente viabilizado pelo sistema de self-checkout. As compras são realizadas por meio de um app de celular gratuito que por geolocalização identifica a loja e permite o passo a passo seguinte bem simples: escanear o código de barra dos produtos que deseja adquirir e pagar diretamente pelo aplicativo, via cartão de crédito e, agora, mais recentemente, débito. Para a geladeira de bebidas alcoólicas, um QR Code afixado à porta só destrava via app, se validados os dados cadastrais com a Receita Federal, que confirma o usuário como maior de 18 anos. Além de cervejas geladas, alguns licenciados podem incluir, entre os produtos, sorvete e iogurtes.

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A ideia da Minha Quitandinha começou a ganhar forma no segundo semestre de 2020 e abriu sua primeira unidade em dezembro, em Itajaí, Santa Catarina, seguido de outras duas, na mesma cidade. Em janeiro, a quarta: desta vez, em Pelotas, num condomínio de casa, razão pela qual foi instalada no formato container. A partir daí, o ritmo acelerou e hoje já são 17 lojas e 12 licenciados, incluindo unidades em São Paulo, Belo Horizonte, Minas Gerais, e Belém, no Pará. Com um investimento total de R$ 190 mil, a startup cresce agora por meio de um licenciamento, com valores iniciais a partir de R$ 35 mil, já contemplando a taxa inicial, os treinamentos, a aquisição das estruturas e estoque inicial para uma primeira loja.

Agora, a meta é conquistar seu primeiro milhão em 2021, triplicar o número de lojas em 2022 faturando R$ 48.000.000,00  e chegar a R$ 1 bilhão em 2023, com 800 lojas abertas. Razões para acreditar nisso não faltam: a Minha Quitandinha tem um horizonte promissor pela frente, já que oferece um serviço 100% digital, dispensando interações humanas e ainda gera cashback para o condomínio. E mais, a estruturação do negócio ao longo dos meses ampliou também o escopo da startup, que passou a mirar não só nos condomínios residenciais, como também em empresas, clubes, academias, marinas e hotéis que apresentem um fluxo médio diário de 500 pessoas ou mais. Em 2020, no Brasil, 278.703 estabelecimentos foram registrados com o CNAE 8112-5/00 (Condomínios prediais), 0,36% a mais que em 2019, segundo o portal Empresômetro, números que animam, com razão, os fundadores da marca.

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