Quanto custa um giga de internet para o consumidor?

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Nem sempre o preço que se paga em um plano de internet corresponde ao valor real do produto consumido. Entenda como as operadoras lucram em cima do preço dos planos que oferecem ao consumidor

Normalmente comparamos as ofertas das operadoras considerando o custo-benefício que o plano ou a recarga escolhida trará para o nosso uso. Mas você sabe quanto realmente vale um giga de internet? Já parou para pensar que os “combos” das operadoras podem estar sendo ilusórios e muito mais caros do que imaginamos?

Quando vamos escolher um plano para o nosso celular, comparamos os benefícios e os recursos que o plano nos oferece. E, quase sempre, o benefício que mais nos interessa é a maior quantidade de gigas possível, pelo menor preço. Porém, o que muita gente não sabe é que nos planos fixos pagamos por um “uso esperado médio” e não exatamente pela quantidade que usamos.

Entendendo gigas como pizzas

Para tornar o entendimento sobre os valores e os consumos dos gigas mais fácil e rápido, vamos usar uma comparação com o consumo de pizzas.

Imagine que você queira avaliar o valor do seu giga e entender se seu plano compensa ou não.

Por exemplo, se você compra um plano mensal de 4.0 GB por 50 reais, então nesse caso o valor do seu giga seria de R$ 12,50, certo? Não tão certo assim! Porque, se você usa apenas 2GB por mês, o preço real que você está pagando pelo seu giga é de 25 reais.

Comparando essa situação com pizzas, teríamos o seguinte: você compra uma pizza de 8 pedaços, come apenas 4 pedaços e quer levar o resto para casa, mas não pode. É isso que acontece com os gigas comprados em planos, você compra mais do que consome e paga por tudo, mesmo sem usar.

Muitos brasileiros também não conseguem entender essa questão por trás dos serviços e acabam desperdiçando dinheiro em planos que não são pensados para o uso de cada um. Por isso é essencial que você entenda seu padrão de uso e consiga flexibilizar o consumo para pagar apenas o que realmente precisa.

O desperdício que não vemos

Cisco, líder mundial em telecom, fez uma estimativa sobre o uso de dados móveis do consumidor brasileiro para 2020 e projetou que será de 2.0 gigas por mês. Contudo, se o consumo médio mensal dos usuários será de apenas 2.0 gigas, então por que as operadoras tradicionais continuam oferecendo tantos pacotes de 8 ou de até 10 gigas por mês?

A resposta é simples: essas empresas ganham quando conseguem manipular a percepção do usuário para conseguir lucrar sobre o preço unitário do giga. As operadoras criam campanhas de vendas dos planos de modo que o usuário tenha a impressão de que está pagando mais barato. Porém, normalmente o usuário não consegue entender as demandas e a realidade dos seus usos.

É por isso que as operadoras já contam com esse desperdício (breakage, como se fala no jargão técnico) e estimam que, pelo menos, 30% de um pacote contratado será desperdiçado. Além disso, o que completa a estratégia comercial dessas operadoras tradicionais é a prática comum de impor uma validade (seja de um dia, uma semana ou um mês) para a utilização da franquia de internet, garantindo que esse desperdício aconteça quando o plano expira. E é fácil perceber a resistência das operadoras às iniciativas que visam favorecer o acúmulo da franquia não utilizada.

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