Saiba o que é necessário para consolidar uma e-commerce

O ano de 2020, em termos de negócios, foi marcado pelo crescimento do e-commerce.

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Enquanto  lojas físicas permaneceram de portas fechadas durante o segundo trimestre do ano devido ao coronavírus, uma loja virtual abriu no país a cada minuto durante o mês de março. Ao todo, foram implementados mais de 100 mil novos e-commerces em um período de dois meses, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm).

O processo de digitalização ocorreu dos dois lados: enquanto muitas empresas migraram para o virtual, cerca de 7,3 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra on-line durante a quarentena, segundo levantamento da Ebit/Nielsen. Portanto, no momento em o país está prestes a completar um ano de pandemia, o e-commerce permanece em crescimento.

Porém, apesar do cenário digital mostrar-se favorável, a realidade do empreendedor apresenta desafios. De acordo com a pesquisa Demografia das Empresas, realizada pelo IBGE, seis em cada 10 empresas fecham nos primeiros cinco anos de funcionamento. Para conseguir sobreviver neste mercado em meio à crise, é preciso contar com planejamento. Além disso, a introdução no e-commerce demanda repensar diversas estratégias, como as de marketing. Nesse cenário, técnicas como SEO, link building e anúncios na internet podem ser aliados.

“O e-commerce despontou não mais como uma opção, mas como uma necessidade. Precisamos que os gestores tenham em mente que o digital é tão complexo quanto o mundo físico e os detalhes farão toda a diferença na hora de consolidar o comércio on-line”, afirma Lucas Souza, especialista em tráfego pago e diretor da agência BeL Partner.

Planejamento é termo chave

De acordo com Souza, o baixo custo de entrada no comércio virtual pode induzir o empreendedor a pensar que está diante de um processo fácil. “Essa é uma tremenda armadilha. São muitas atividades que devem ser bem desenvolvidas em um e-commerce”, afirma. Para o empresário, planejamento é o termo chave para garantir o sucesso da empreitada. Ele destaca que o contexto digital apresenta desafios próprios, como a alta competitividade. “É um ambiente predatório, por isso é primordial que os gestores mergulhem em cada um dos campos no negócio”, salienta.

Flávia Crizanto, fundadora da Experta Media e especialista em tráfego orgânico e SEO destaca que a plataforma escolhida para montar o e-commerce deve ser alvo de atenção e pesquisa, principalmente na etapa inicial da empresa. “Isso vai impactar diretamente na performance da loja virtual. Se estou em uma plataforma boa, que me dê autonomia para inserir códigos e textos, por exemplo, o negócio tende a trazer resultados melhores”, afirma.

Outro ponto que não pode ser ignorado no planejamento estratégico do e-commerce é o Marketing Digital. Levando em conta que, de acordo com a Sebrae, 93% das compras são feitas após uma pesquisa na internet, é inegável a importância de intensificar a presença no universo digital, principalmente em sites de pesquisa como o Google.

Por isso, ferramentas que fazem com que o e-commerce se destaque devem ganhar prioridade. De maneira geral, há duas formas de atingir esse objetivo: por meio de técnicas de SEO ou com anúncios pagos. Ambos possuem vantagens e merecem atenção.

SEO é essencial para tráfego orgânico 

Não raro, quando se pensa na construção da reputação de um e-commerce, gestores acabam priorizando apenas as redes sociais. Apesar de serem mídias relevantes, não são as mais eficazes no processo de venda. “Diversas empresas acham que as redes vão suprimir a demanda de vendas, mas geralmente não é o que acontece. O tráfego orgânico é responsável por grande parte da conversão”, afirma Flávia Crizanto. Ela explica que ferramentas como o marketing de conteúdo e técnicas de SEO são essenciais nesse aspecto.

De acordo com a especialista, os resultados costumam a aparecer em um período de médio a longo prazo. Pela pressa em conseguir resultados, porém, as estratégias de SEO e marketing de conteúdo podem ser deixadas de lado por gestores. Lucas Souza, que atua com tráfego pago, reconhece a importância de focar na obtenção de tráfego orgânico. “Conteúdos bem construídos podem desempenhar um papel importante na fidelização do consumidor”, afirma.

Dentre as principais formas de obter visibilidade no Google está o link building, técnica de SEO que visa à menção das empresas por meio de links em sites e veículos relevantes. A partir desse movimento, as ferramentas de pesquisa atribuem relevância ao e-commerce, que passará a ranquear melhor nos resultados das buscas. “O link building, principalmente para lojas que estão em setores muito competitivos, é o que vai fazer a diferença para disputar as primeiras posições no Google”, aponta Crizanto.

Anúncios ajudam em venda imediata

Lucas Souza explica que anúncios têm o potencial de gerar resultados mais ágeis e que logo após o investimento o site da marca já consegue perceber resultados em alcance e tráfego pago. “Ferramentas como o Google Ads podem ajudam a realizar vendas de forma rápida”, afirma Lucas Souza.

Ele lembra, porém, que é uma estratégia que requer planejamento cuidadoso. Além de pensar em termos-chave para patrocinar, quem busca colher os melhores resultados possíveis, deve ter em mente que, caso o recurso financeiro se esgote, os resultados também irão desaparecer. Souza indica, portanto, que haja uma combinação de ambos os serviços –  anúncios e técnicas de SEO focadas na obtenção de tráfego orgânico. “O e-commerce vive de detalhes e cada centavo conta para a rentabilidade. Com isso em mente, precisamos reconhecer o poder do tráfego orgânico e a grande diferença que isso pode ter no resultado final”, conclui o especialista.

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