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    Será o BBB uma escola de influenciadores? Ter 2 milhões de seguidores é suficiente às marcas?

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    O marketing de influência tem dominado as ações dos produtores de conteúdo digital. Tanto que 43% das empresas fazem ações com influenciadores todos os meses e 60% dos lojistas recorrem a influenciadores para divulgar a própria marca, segundo levantamento feito em outubro de 2021 pela WTAG em parceria com o E-Commerce Brasil.

    Muitos acreditam que basta ter quantidade significativa de seguidores, mas isso não representa influência, pontua a especialista em marketing digital e de influência Ana Lima, da Albu Creators. Ela explica que ao participar BBB, por exemplo, os participantes se tornam conhecidos, mas o que realmente importa para o mercado é como irão gerir a conta após saírem do reality.

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    Opinião compartilhada pelo também especialista em marketing de influência, Raphael Dagaz, fundador e CEO da Dagaz Influencer. “Muitos ex-BBBs nem são lembrados. Já outros mantém suas carreiras em alta, porque têm conteúdo relevante e se identificam com as marcas que representam”, diz.

    Dagaz afirma que a contratação de periodicidade mensal é a mais comum entre marcas e agências que trabalham com influenciadores. Ele diz, no entanto, que, apesar de 90% dos profissionais de marketing acreditarem na eficácia do segmento influência, a maioria das empresas ainda não tem uma área dedicada para este trabalho.

    De acordo com o Influencer Marketing Benchmark Report de 2021, 63,5% das pessoas responsáveis pelo marketing de influência também são responsáveis por outras demandas do departamento de marketing e comunicação.

    Para o cofundador e CEO da loja de marketing digital Reshift Media, Steve Buors, embora as marcas possam usar uma variedade de ferramentas de marketing de influência de autoatendimento, as agências têm conhecimento mais aprofundado de medição, já que é difícil calcular o retorno do investimento de marketing de influência. Buors ressalta que ao trabalhar com a agência certa, o nível de sofisticação é outro. “O marketing de influência não é o mesmo que um anúncio do Facebook, onde se traça uma linha direta entre suas mensagens e vendas”.

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    Dagaz questiona: ‘será que a dificuldade para escolher um criador de conteúdo não está ligado a essa falta de alguém especializado que fique responsável por somente atender esta demanda?’ Para ele uma agência de marketing de influência ou um profissional interno que conheça o setor pode agilizar os processos e trazer melhores resultados.

    Ana Lima ressalta que não há como negar o quanto o marketing de influência é lucrativo e sua importância para o mercado atual. “Anualmente, o BBB traz novos influencers, mas caberá a cada agência e/ou influenciador dominar as técnicas, o conteúdo e, principalmente, definir sua identidade digital para se manter ativo no mercado.”

    Dagaz enfatiza que os criadores de conteúdo são expoentes consideráveis para aumentar vendas e fazer diferença nos resultados das marcas, mas é preciso profissionalismo das partes para funcionar efetivamente. “Vale lembrar que ao ocupar novos espaços de mídia, criadores de conteúdo agregam credibilidade e autoridade à suas carreiras”, finaliza.

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