Síndrome do Impostor: por que ela pode prejudicar você no trabalho!

0

Empresas que desejam crescer devem, antes de tudo, buscar maneiras de satisfazer e fidelizar os seus colaboradores. Já se foi o tempo em que havia a crença de que o trabalhador deveria “se virar nos trinta”; hoje, entendemos que a parceria entre contratante e contratado é um esforço de ambos os lados.

Não por acaso: companhias reconhecidas pelos seus bons vínculos têm diminuição significativa do turnover, ganham em autoridade perante o mercado, não perdem talentos para a concorrência e, em geral, têm equipes com maior foco, produtividade e desempenho.

Existem casos, porém, em que o problema de produtividade é causado pela própria cabeça do trabalhador. Como assim? A seguir, falaremos um pouco mais sobre a Síndrome do Impostor, uma situação que, por incrível que pareça, é bastante comum entre as pessoas em idade ativa. Confira.

Síndrome do Impostor: o que é?

A Síndrome do Impostor, também chamada de pessimismo defensivo, é uma desordem de ordem psicológica. Apesar disso, ela não é classificada como uma doença mental (o que não impede que gere uma série de problemas).

Pessoas que têm a Síndrome do Impostor geralmente manifestam outros sintomas, como a depressão, transtornos de ansiedade, baixa autoestima, dificuldade para lidar com críticas, oscilações de humor e perda de produtividade.

Trata-se de uma desordem que é mais comum em pessoas que estão em posições de destaque ou que atuam em profissões consideradas competitivas, como é o caso dos atletas de alta performance, dos atores, dos empresários… 

A lista é longa, mas a ideia é facilmente compreendida: quanto mais autoridade e responsabilidade você carrega, maior a necessidade de trabalhar a saúde emocional.

Pessoas de todas as idades podem desenvolver a Síndrome do Impostor, embora, claro, se trate de uma circunstância que é mais comum em jovens adultos e em pessoas com carreiras consolidadas. 

Quanto mais testes e avaliações de terceiros, maior a chance de que a pressão sobre alguém cresça – e, às vezes, essa pressão é realmente esmagadora.

Comportamentos a serem observados

Pessoas que têm a desordem em questão geralmente manifestam alguns comportamentos com frequência. O primeiro deles está ligado à necessidade de se esforçar além da conta, para provar aos outros e a si mesmo que está trabalhando.

Geralmente, isso faz com que essa pessoa não tenha mais vida pessoal, uma vez que transforma o seu trabalho no centro das suas atividades e pode vir a fazer horas-extras demais, virar madrugadas adiantando serviço, etc.

Apesar de parecer que isso gera uma demanda de produtividade, nem sempre é o que acontece. Às vezes, o perfeccionismo é tão grande que boa parte do trabalho feito é apenas descartado – o que, obviamente, é frustrante e contraproducente.

Outros comportamentos a se observar incluem:

  • Sensação de que será descoberto como um impostor a qualquer minuto: indivíduos afetados pela Síndrome acham que chegaram onde estão porque tiveram sorte, porque conseguiram a simpatia da pessoa certa ou por um erro de julgamento alheio. Assim, estão sempre em estado de ansiedade e estresse, com medo de serem descobertos (embora não sejam fraudes, de fato);
  • Dificuldade de se expor, com medo de que os colegas reprovem ou debochem de suas falas, atitudes e afins (o que, na cabeça do indivíduo afetado, também exporia o fato de “ser um impostor”);
  • Problemas de saúde, como insônia, taquicardia, crises de pânico, etc;
  • Comparação frequente com amigos e colegas de trabalho;
  • Necessidade constante de aprovação verbal ou similar.

Diagnóstico e tratamento da Síndrome do Impostor

Ao identificar sintomas da Síndrome do Impostor ou passar por situações de estresse profundo, é importante que o indivíduo busque ajuda especializada. Apenas um psiquiatra pode sugerir um caminho de ação correto e terapia medicamentosa (caso seja necessário).

Além disso, é sempre recomendável que o colaborador busque ajuda psicológica. Por meio de terapia, é possível trabalhar os pontos fracos e fortes de uma pessoa, auxiliando-a no processo de compreensão de si mesmo, na identificação de gatilhos estressores e na diminuição dos sintomas da síndrome.

Por fim, vale lembrar que hábitos saudáveis, como uma alimentação regrada, prática de atividade física e sono regular, também auxiliam na reorganização mental de uma pessoa – o que, aos poucos, também faz com que ela tenha menos pensamentos invasivos, questionamentos acerca de si mesmo e níveis mais baixos de estresse.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui