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    Stablecoins: criptomoedas com baixa volatilidade são aposta de investidores

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    Depois de todo o buzz em torno dos criptoativos, parece que eles vieram mesmo para ficar. O maior exemplo é o mercado de criptomoedas, que segue em crescimento acelerado no Brasil. Em 2021, a Receita Federal (RF) aportou mais de R$ 200 milhões em operações nesse setor. A expectativa é de que o Banco Central (BC) regulamente as chamadas bitcoins (BTC) ainda neste ano.

    Existe, no entanto, um outro tipo de moeda que vem crescendo em interesse. Em um cenário de instabilidade econômica e inflação batendo recordes, as stablecoins têm se estabelecido como um porto seguro no mundo dos criptoativos. Isso porque, como o próprio nome indica (stable = estável), elas são estáveis, na medida em que estão pareadas a outros ativos tradicionais, como ações de uma empresa e ouro, mas principalmente ao dólar americano.

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    Para o investidor brasileiro, esta é uma ótima notícia, uma vez que o real está cada vez mais desvalorizado. As stablecoins mais comuns, como Tether (USDT) e USD Coin (USDC), têm equivalência de 1 para 1 dólar, e como isso acontece? Geralmente, as empresas que emitem esse tipo de moeda precisam ter a mesma quantidade de ativos pareados. Outras moedas, como a DAI, não precisam de um lastro para se manter sempre na cotação de 1 dólar, o que é ainda mais atrativo.

    Em geral, o valor das criptomoedas é determinado, entre outros fatores, pela cotação do dólar, pelas políticas econômicas e pela velha dicotomia oferta x demanda, e muitas pessoas que investem nesses ativos fazem isso na esperança de que eles aumentem de preço. Com as stablecoins, no entanto, é um pouco diferente. Elas são projetadas para não oscilar muito de valor. Se você investir em uma “moeda estável” que está atrelada ao valor de um dólar, é menos provável que você tenha ganhos exorbitantes (ou sofra uma grande perda).

    Todos os criptoativos são baseados em tecnologia blockchain, que garante segurança às transações realizadas. As criptomoedas, por exemplo, circulam em redes descentralizadas que utilizam a criptografia para se proteger contra falsificações e fraudes.

    Em tempos de pós-pandemia, crise econômica, inflação nas alturas e até uma guerra no leste europeu, que já tem afetado todo o mundo, os investidores têm optado por diminuir o risco de suas transações. Nesse cenário, as stablecoins podem ser uma saída mais segura para os seus investimentos.

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