Health techs são as que mais se destacam nesse cenário ao atuarem em novas verticais de negócios, contribuindo no desenvolvimento de soluções voltadas à saúde e bem-estar

Após um problema de saúde na família, no qual o pai teve dificuldades em encontrar itens de cuidados e produtos especiais, além de não conseguir contratar cuidados específicos em domicílio, o empreendedor Rodrigo Correia da Silva enxergou neste cenário, além de uma oportunidade de mercado, uma forma de ajudar as pessoas, e, assim, fundou a startup Suprevida.

Ao conectar compradores, profissionais de saúde e fornecedores de produtos para saúde, a empresa criou o primeiro ecossistema Plug&Play on-line do mundo. Outra funcionalidade essencial e gratuita da plataforma é reunir conteúdo confiável sobre questões relacionadas à saúde disponíveis no site com busca inteligente e difundida nas redes sociais e no Youtube.

A empresa, que foi criada em 2019, antes desse inimaginável cenário atual, se surpreendeu com seu crescimento vertiginoso gerado pela pandemia (apesar de ter decolado de forma satisfatória desde o início de suas operações). Para se ter uma ideia, na última semana de março (início do impacto do COVID-19), a Suprevida obteve 62% de crescimento de tráfego orgânico e aumento de 58% nas transações.

Suprevida faz parte da leva de empresas tecnológicas e inovadoras, que já estavam tratando de uma tendência e passaram a valer milhões com a aceleração da mudança de comportamento impulsionada pela pandemia. Os resultados mostram esse desempenho e explicam por si só essa valorização. A Suprevida já serve alguns milhares de usuários no Brasil, contabiliza a transação de cerca de R$500 mil em vendas, soma mais de 1800 produtos em oferta por atacadistas e fabricantes, possui mais de 400 profissionais de saúde cadastrados e tem realizado centenas de entregas em todo o Brasil. Além disso, mantém, mensalmente, um crescimento médio de valor transacionado de 30% desde o final da fase beta, em abril do ano passado. No período do início da pandemia (em março), esse valor subiu para 60%.

“Apesar do foco ser no consumidor (paciente não hospitalizado), um dos pontos mais surpreendentes, desde o início da pandemia, foi a venda B2B. Hoje, 20% das negociações são direcionadas às empresas, como pequenas clínicas, casas de repouso e planos de saúde. Já em relação ao consumidor, a empresa aderiu a um novo canal de comunicação: o Whatsapp, que, além de atender às dúvidas dos clientes, melhorou a relação, gerando mais confiança, algo fundamental em compras relacionadas ao setor da saúde, que garante o bem-estar dos indivíduos”, explica CEO da Suprevida, Rodrigo Correia da Silva.

Com seu desempenho representativo e boas expectativas, a startup atraiu a atenção de investidores e acaba de receber aporte da Eurolife Investments Corp., companhia dedicada a investimentos em empresas inovadoras no setor de saúde, principalmente nos Estados Unidos, já tendo realizado investimentos Anjo e Seed em empresas de saúde atualmente listadas na Nasdaq. O investidor agregará à Suprevida recursos financeiros e expertise no setor de saúde nacional e internacional, visando a expansão dos negócios e relacionamento com o setor.

Na pandemia, as startups como a Suprevida estavam preparadas e, agora, estão colhendo os benefícios de terem detectado uma “dor” que ficou evidente no “novo normal”. “É importante reforçar a aceleração da nossa estratégia para este momento”, completa o CEO da startup.

O mundo mudou e vai mudar ainda mais. Essas mudanças apenas começaram e tendem a se intensificar. As empresas estão reagindo com a digitalização de tudo o que podem. Aqueles que estiverem atentos às novas tendências e aplicarem as mudanças dentro do timing terão mais chances de êxito nessa nova era.    

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