Supercomputadores: vale a pena investir nessa tecnologia? 

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A circulação de dados dentro das grandes empresas é cada vez maior e, com isso, a necessidade de compreendê-los e aplicá-los da melhor forma possível nos negócios ganha mais peso. Por isso, os supercomputadores, que ajudam a “predizer” o futuro e a melhorar o planejamento de ações, estão conquistando mais espaço nos últimos anos.

Os supercomputadores são máquinas com velocidade de processamento e capacidade de memória milhares de vezes superiores aos computadores comerciais. São usados para processamento paralelo, cálculos complexos e tarefas extensas e intensivas, que exigem na ordem de quatrilhões de cálculos por segundo. Sabendo disso, vale a pena investir nessa tecnologia?

Abaixo, seguem os comentários do Luís Casuscelli, diretor de Big Data e Security da Atos para América do Sul.

Como a supercomputação pode ser aplicada nas grandes empresas?

Com a premissa de resolver problemas de forma mais rápida e precisa, os supercomputadores estão cada vez mais presentes nas grandes empresas das mais diversas áreas. Os bancos e as instituições financeiras, por exemplo, têm utilizado essa tecnologia para acompanhar o comportamento de usuários e clientes e, com isso, prever risco nas operações. Já as empresas de energia têm usado o HPC para associar dados de transmissão com dados de predição para avaliar possíveis impactos no cenário de distribuição.

Para as empresas de saúde, é possível simular a interação entre substâncias e materiais genéticos de um paciente, possibilitando, assim, a medicina de precisão. Até mesmo as empresas de petróleo e gás têm utilizado a tecnologia predizer o desempenho de novos locais de extração. A Petrobras, por exemplo, possui os supercomputadores Atlas e o Fênix, ambos produzidos pela Atos. Juntas, as máquinas podem executar em uma hora um comando que um laptop convencional demoraria sete anos para fazer.

Como gerar vantagem competitiva a partir dos supercomputadores?

Estamos em uma era em que produtos inteligentes, ou seja, aqueles criados a partir de inteligência artificial, estão se tornando uma prioridade. Os telefones físicos, por exemplo, estão dando lugar para os smartphones. Na parte de serviços, isso também tem acontecido. Quando um cliente entra em contato com a empresa, ele espera que o atendimento seja personalizado às suas necessidades.

Nessa linha, a importância da IA e da supercomputação também se estende para os objetivos de negócios. Identificar pontos de ineficiência, controlar operações arriscadas e seguir com as ações mais eficientes quando eventos indesejados acontecem estão entre esses benefícios.

Por isso, acredito que o HPC faz parte de uma nova necessidade tecnológica e que deve ganhar força entre as grandes empresas.

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