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    Tecnologia: saiba como a produção de vinhos é impactada pelas tendências

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    Segundo a Wine Intelligence, cerca de 36% da população adulta do Brasil consome vinho regularmente; o estudo realizado também demonstra que essa porcentagem se equipara ao número dos Estados Unidos. A estimativa é que, no ano de 2021, cada brasileiro consumiu 2,64 litros de vinho, em média, de acordo com a Ideal Consulting. No entanto, os argentinos são os campeões de consumo per capita nas Américas, chegando a beber 30 litros por ano. A apreciação da bebida ocorre desde os primórdios da humanidade e tende a continuar, uma vez que novas tecnologias são incorporadas, impulsionando a produção de vinho ao longo dos anos.

    Existem diversas tecnologias envolvidas na produção de vinhos. Afinal de contas, trata-se de uma iguaria milenar que une e conserva diversas técnicas ancestrais. A incorporação de novas tecnologias está se tornando um método cada vez mais usual, e essa implementação permite que os processos sejam simplificados e a produção ganhe eficiência. Há, no entanto, a discussão a respeito das transformações naturais ocorridas pelo vinho, os vinhedos se aprimorando com suas próprias incrementações e as uvas sendo elaboradas com as condições possíveis de cada vinícola.

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    Ao longo dos anos, algumas incorporações foram acrescidas à produção de vinhos, como o uso do aço inoxidável na vinificação. Mais especificamente, o uso de tanques desse aço em todo o processo, uma vez que regulam a temperatura e são de fácil manuseio para limpeza. Do ponto de vista de sabor, o tanque permanece vetado quando não está em uso, possibilitando que o gás inerte preencha os espaços no tanque deslocando o oxigênio, o que torna os vinhos mais limpos e frescos.

    A questão do controle de temperatura também é um novo método que vem sendo incorporado nas últimas décadas, uma vez que os sabores adquiridos e os aromas obtidos são fruto não apenas da qualidade e do tratamento da uva, envolvem também as questões climáticas no momento da produção, o que significa um controle de temperatura que vai desde a produção, envelhecimento e armazenamento dos vinhos.

    Por se tratar de uma iguaria cuja apreciação é vital, as tecnologias utilizadas nem sempre são bem recebidas, uma vez valorizados os vinhos artesanais, sem intervenções que possam remover sua essência. O uso do aço inoxidável no processo está de acordo com o princípio de intervenção mínima, uma vez que o alinhamento da produção vinícola com a tecnologia demonstra influência pela tradição e pelo fornecimento de matérias-primas para a fabricação de vários tipos de vinhos.

    Embora a origem do vinho seja desconhecida, sabe-se que a descoberta do processo de fermentação alcoólica não passa do acaso, e desde então a civilização acompanha juntamente da sua própria evolução a evolução da bebida, o surgimento dos vinhedos, a seleção criteriosa das uvas, como a uva pinot noir, capaz de garantir maciez e sofisticação ao vinho pinot noir, bem como a fabricação de garrafas resistentes e homogêneas, o controle da temperatura durante a fermentação e outras evoluções, que são apenas alguns dos avanços tecnológicos ao longo dos anos que possibilitam o desfrute da bebida tal como é hoje.

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