Tokenização “de tudo”: confira cinco mercados que já aderiram aos tokens

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Por Cassio Krupinsk*

Se você ainda não utilizou algum token em suas transações, é bom se preparar: será um recurso cada vez mais essencial em diferentes setores da economia. Dos serviços públicos ao varejo, passando pelo mercado financeiro e de entretenimento, as empresas utilizam essa opção para aumentar a segurança e a praticidade das operações. É um cenário possível graças à popularização do blockchain, a tecnologia que nasceu com as criptomoedas e que consegue trafegar diferentes informações pela web com risco mínimo de roubo de dados e/ou invasões. Confira cinco áreas que já utilizam essa ferramenta em seu dia a dia:

1 – Antecipação de recebíveis

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Como o nome sugere, é uma prática em que a empresa recebe de forma antecipada uma quantia que viria no futuro. Trata-se de uma iniciativa comum no ambiente corporativo por garantir liquidez necessária à operação com eventual retorno para quem providencia esse dinheiro. Com o avanço da tecnologia blockchain, é possível utilizar tokens nesse tipo de transação, fracionando o valor para diferentes investidores. Dessa forma, eles funcionam como uma garantia de que todos receberão os ativos de volta com um valor adicional pré ou pós-definido.

2 – Clubes de futebol

tokenização chegou a uma das maiores paixões dos brasileiros: o futebol. Os clubes europeus estão um passo à frente na adoção de tokens em suas operações, mas as agremiações nacionais começam a implementar projetos nesse sentido. Esse ativo é utilizado em diferentes funções no ambiente do esporte. Por meio dele, é possível estreitar o relacionamento com os torcedores e fãs com diversas iniciativas digitais. Também há opção de emissão de tokens para pagamento de empréstimos e vendas de jogadores para os clubes formadores, agilizando as transações.

3 – Mercado imobiliário

Essa proposta serviu para dinamizar a busca por investimentos em um mercado tradicional no país: o imobiliário. Em vez de negociar o imóvel por completo ou até de criar um fundo de investimento, muitas empresas transformam esse bem em tokens para facilitar a venda de “frações” de uma propriedade. O procedimento traz mais segurança ao investidor, que sabe que receberá o valor de volta, e ao emissor, uma vez que ele pode negociar para uma base maior de pessoas.

4 – Empréstimos financeiros

Da mesma forma que os tokens podem ser utilizados na antecipação de recebíveis de empresas, eles também auxiliam na concessão de empréstimos financeiros a pessoas e organizações. A lógica, contudo, é um pouco diferente: a pessoa empresta seu ativo parado em carteira para que outra o use com regras pré-definidas. Em alguns casos, pode-se optar por ganhar um percentual em cima das transações realizadas, como uma espécie de juros.

5 – Músicas e bens culturais

O mercado de entretenimento, principalmente obras com potencial de digitalização, como as músicas, também se beneficiam da tokenização graças ao conceito de NFT (token não fungível, em inglês). Sua principal característica é ser algo único, isto é, ele não pode ser trocado da mesma forma que o bitcoin, por exemplo. Contudo, ele costuma ser “colado” a um produto de propriedade intelectual, que também tem essa peculiaridade de ser algo exclusivo. Assim, além de protegê-lo, isso ajuda a comercializá-lo.

Cassio  J. Krupinsk é Country Business Marketing da  CoinPayments, primeira processadora de pagamentos em criptomoedas e líder mundial no setor e Fundador da BlockBR, plataforma de tokenização de ativos para investimentos alternativos – [email protected]da 

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