Transformação digital chega à casa do brasileiro

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Ar-condicionado que climatiza o ambiente antes mesmo que o morador chegue em casa. Relógio que monitora os batimentos cardíacos do paciente e envia relatórios para o médico. Geladeira que avisa que está faltando suco de laranja para o jantar e o ferro de passar que alerta quando a temperatura não está adequada ao tecido. Esses são alguns exemplos práticos da internet das coisas (IoT), mas que no Brasil ainda remetem às cenas de futurismo na televisão devido aos elevados preços dos produtos. Para Josney Lara, empresário e diretor de negócios da InfoWorker Tecnologia e Treinamento, o brasileiro, aos poucos, está absorvendo e encarando essa revolução tecnológica dentro de casa, mas eles ainda são pouco atrativos ao consumidor.

“A pandemia de Covid-19 impulsionou a transformação digital nas empresas e nas residências. Mas o Brasil ainda está atrasado na questão da regulamentação e da taxação desses equipamentos, que hoje ainda chegam ao mercado com preços muito elevados, principalmente por causa dos impostos”, analisa.

PROJETO DE LEI

Em novembro, o Senado Federal aprovou o PL 6.549/2019) que prevê zerar as taxas de instalação, fiscalização e manutenção das estações de telecomunicações que integram sistemas de conexão de máquina a máquina, o que vai contribuir para baratear esses produtos. Na proposta original do PL, os benefícios tributários estabelecidos terão vigência de cinco anos e começam a vigorar em 1º de janeiro de 2021. O documento, porém, depende ainda da sanção presidencial

Josney explica que os sistemas sem intervenção humana são aqueles que usam redes de comunicação para enviar dados para aplicações remotas. Segundo ele, servem para monitorar, medir e controlar o próprio dispositivo, o ambiente ao seu redor ou sistemas de dados a ele conectados por meio dessas redes. “A internet das coisas faz parte desse novo momento que a sociedade está vivenciando e o Brasil não pode ficar atrás, sob o risco de ser excluído digitalmente. São produtos criados com objetivo de conectar os objetos de uso diário à internet, através de tecnologias como wi-fi e bluetooth”, salienta.

O Projeto de Lei também aponta a dispensa da licença para que os equipamentos funcionem e a isenção em relação à Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP) e para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), justificando que o conteúdo transferido no sistema máquina a máquina não é audiovisual.

De acordo com o Relatório de Pesquisas e Tendências Globais de Consumo para o ano de 2020 da Euromonitor Internacional, a sociedade está caminhando em direção ao “Mais que Humano”, definido pela inserção de tecnologias IoT em seu cotidiano. “Relógios inteligentes conectados aos celulares, casas inteligentes, automóveis inteligentes e até cidades inteligentes devem ser cada vez mais parte da nossa realidade”, afirma Josney.

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