Venda de eletrônicos aumenta 600% no comércio eletrônico brasileiro

Mais de um ano após início da pandemia, perfil de compras da população muda e preferência por eletrônicos e produtos domésticos cresce

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Se antes o brasileiro mantinha um perfil que preferia majoritariamente as compras em lojas físicas, com a pandemia, a situação mudou. Com a impossibilidade de ir aos locais de desejo por conta do fechamento do comércio, o cidadão precisou se adaptar a usar a tecnologia para conseguir adquirir os produtos de desejo, sem arriscar sua saúde.

De acordo com a pesquisa “O futuro do consumo em um cenário pós-Covid-19” da Social Miner, realizada em parceria com a Opinion Box, 7,5% dos consumidores tiveram sua primeira experiência com o e-commerce em 2020 e 10,9% estão decididos a consumir apenas no mercado online, mesmo com a possibilidade de ir aos comércios físicos.

Com o passar dos meses na pandemia, as preferências de compras dos brasileiros também mudaram. Ainda em 2020, quando o isolamento foi iniciado, snacks e chocolates eram os mais procurados no comércio eletrônico. Agora, o maior percentual de aumento de vendas é visto no setor de eletrônicos e produtos domésticos, segundo levantamento da Criteo, plataforma de publicidade, que analisou dados comerciais de mil clientes no Brasil de 15 a 28 de fevereiro de 2021, ante as informações coletadas entre 15 a 28 de fevereiro de 2020.

Neste cenário, os líderes de crescimento são os laptops, com aumento 666%, e os tablets, que cresceram 492%. Em seguida, aparecem os videogames e os televisores, com 412% e 248%, respectivamente. Entre as possíveis causas para essa evolução das vendas estão o trabalho remoto, que passou a ser preferido pelas empresas com essa possibilidade, e a tentativa dos consumidores de conseguir ter novos meios de diversão e lazer.

“A pandemia causou mudanças duradouras no comportamento do consumidor, de forma que passamos de medidas altamente restritivas para medidas moderadas de isolamento social. Isso se reflete diretamente nas compras e nos canais de consumo escolhidos pelos brasileiros à medida que a pandemia evoluiu no ano passado”, afirma Tiago Cardoso, diretor geral para a América Latina da Criteo.

Apesar da alta em relação aos eletrônicos, as outras categorias, como alimentação, higiene, vestuário e beleza, também seguem em alta em 2021. Assim, a possibilidade de vender pela internet segue vantajosa para os varejistas de todas as categorias.

Período ajuda a fortalecer marcas no ambiente digital

Por conta da presença constante dos usuários nas redes durante a pandemia, as marcas podem aproveitar para firmar sua identidade e fidelizar clientes. Para isso, uma estratégia de marketing e comunicação nas mídias sociais precisa ser elaborada, de modo a conseguir atrair pessoas com o perfil parecido com o público-alvo da empresa.

Além da comunicação oficial nas redes sociais, canais de interação com consumidores e possíveis compradores devem existir em mais de uma plataforma, seguindo um método omnichannel para atender rapidamente a todos que enviarem mensagens com dúvidas. O API do WhatsApp pode ser uma alternativa para conseguir interagir de forma mais rápida com os clientes, já que é possível ter mais de um atendente, criar chatbots e realizar integrações e automatizações.

Criar surpresas para os consumidores antigos e promoções para atrair novas pessoas para a loja também são caminhos viáveis, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Namorados. 

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