VetorGEO, startup de tecnologia, desenvolve sensor capaz de detectar HLB de forma rápida e com exatidão

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Sensor para diagnóstico agrícola tem capacidade de inspecionar mais de 1200 hectares, captando também outras doenças, além de fazer contagem de plantas e frutos, entre outros.

Mesmo sendo o principal responsável pela economia mundial, o setor agrícola ainda possui processos arcaicos e não tão assertivos que impedem um salto ainda maior nas produções. O Brasil, terceiro maior produtor do mundo, destaca-se pela sua enorme capacidade de produção, sendo o único a prover duas safras ao ano e com potencial de expansão de lavouras acima da média de outros países.

A tendência da Agricultura 4.0, um conceito que leva para a lavoura tecnologias digitais capazes por meio de dados, entre outros recursos automatizar processos, aumentar a produtividade e  produzir com qualidade e assertividade, tem ganhado muita força no setor e incentivado empresas a desenvolver soluções que revolucionam métodos  ainda enraizados.

Diante de um quadro tão promissor, estudiosos, pesquisadores e profissionais tem evoluído muito e depressa em tecnologias que aprimoram esses métodos, e esse é o caso da VetorGEO, uma startup que dedica-se a criar soluções para necessidades do setor agrícola.

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Fundada em 2015 por Neto Salvador, um estudioso com mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de novas tecnologias em Israel, a VetorGEO traz ao país um solução inovadora de sensores para diagnósticos agrícolas capazes de escanear 1.500 hectares por dia, utilizando bandas espectrais de comprimento de onda Infravermelho para detectar problemas existentes nas lavouras. Os sensores embarcados em drones podem representar um rápido diagnóstico da saúde das plantas em uma extensa área e gerar grande redução de custos e aumento de produção.

O HBL, por exemplo, uma doença que está preocupando a cadeia citrícola, não só no Brasil como no mundo,  ainda não tem cura e vem devastado pomares e causando aumento do custo de produção. Para o manejo da doença é indicado que sejam realizadas inspeções do pomar para detecção e eliminação de plantas com sintomas. Para isso, são utilizadas equipes treinadas de inspetores – já que os sintomas são facilmente confundidos com outras doenças, que percorrem o pomar a pé ou em plataformas e examinam uma a uma. Entretanto, além de considerada uma atividade de alto custo, a inspeção é lenta e pouco eficiente.

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“Os sensores permitem estimar a sanidade das plantas cultivadas com base nas propriedades ópticas foliares dos tecidos vegetais. A estimativa dessas características pela refletância foliar é dependente da composição química dos tecidos que, por sua vez, é alterada quando a planta é afetada por doenças ou estresses ambientais” – explica Neto.  Além de monitorar a saúde das plantas, também podem ser utilizados para contagem, identificação de plantas invasoras, quantificação de tamanho de copa, entre outros.

Embora o software tenha sido criado e desenvolvido em Israel, foi aqui no país que teve seu aperfeiçoamento. A VetorGEO desenvolveu algoritmos próprios para perfeita integração dos dados coletados, cruzando com um banco de dados e catalogando automaticamente as doenças de acordo com a cultura analisada. Todas as informações coletadas são entregues à plataformas de softwares categorizados com plataformas livres.

Diversos estudiosos e universidades brasileiras e europeias se interessaram pelo projeto da VetorGEO e já desenvolvem estudos de aperfeiçoamento, exemplo disso é a Universidade de Piza na Itália que encabeça um trabalho extenso de pesquisas com a ferramenta. Já aqui no Brasil, Unesp  e a USP de Piracicaba estão investindo em pesquisas e passou a fazer parte integral do processo a fitopatoligista Dra. Kelly Pazolini, que junto ao Neto, dedica-se em aperfeiçoar ainda mais os algoritmos.

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Entre os benefícios da plataforma estão a detecção de doenças de plantas; ataque de pragas; estresses hídricos; deficiência nutricional; existência de plantas invasoras;  além de contagens de plantas ou frutos; área de copa e altura de plantas e identificação de falhas de plantio.

Por fim,  é fundamental ressaltar os avanços que os sensores multiespectrais podem representar no mercado agro no país e no mundo, provendo recurso extremamente eficientes para os produtores colhendo e ofertando  detalhes precisos do solo para execução de projetos de precisão para qualquer segmento na área de engenharia, agricultura e saúde da plantação; quantificando e qualificando falhas, detectando doenças estresses, eliminando custos e otimizando tempo, entre outros relevantes benefícios;  Ou seja, o uso de drones com sensores vão revolucionar projetos agrícolas.

 

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