É preciso ficar atento a procedimentos básicos de segurança antes de transferir dinheiro e realizar pagamentos pelo novo método

O WhatsApp anunciou nesta segunda-feira (15) que o Brasil será o primeiro país a receber um recurso que possibilita transferências e pagamentos através do próprio aplicativo. A ferramenta ainda está em testes e, por enquanto, está sendo liberada para grupos específicos de usuários do WhatsApp.

A nova funcionalidade, porém, faz com que o brasileiro fique mais alerta já que o número de golpes pelo programa tem aumentado. De acordo com o PS Safe, uma empresa de segurança digital, em média 23 pessoas são vítimas de golpes pelo WhatsApp diariamente no país. Ao todo, já foram mais de 8,5 milhões de vítimas.

As transferências via WhatsApp serão processadas pela Cielo e funcionarão a partir do Facebook Pay. Inicialmente, será possível realizar pagamentos através de cartões de débito e créditos do Banco do Brasil, Nubank e Sicredi.

Sylvia Bellio, especialista em infraestrutura de TI e CEO da itl.tech, empresa considerada a maior revendedora da Dell Technologies no Brasil por quatro anos consecutivos, pontua que mais do nunca será preciso ficar atento a procedimentos básicos de segurança e conhecer o sistema.

A especialista explica que os dados dos cartões ficarão cadastrados no sistema e a proteção é feita através da criptografia, que é uma tecnologia que embaralha as informações.

“O Facebook Pay possui um sistema de segurança, que é uma senha de seis dígitos chamada de ‘PIN’, que é exigida na hora das transações. Isso deixa o sistema mais seguro. Contudo, é aconselhável ficar atento a questões como a proteção do próprio aparelho celular e o caso de pessoas desconhecidas que pedem confirmações de mensagens, por exemplo”, alerta.

Cuidados com a segurança

Sylvia Bellio comenta que recentemente, uma das modalidades de golpe de WhatsAPP que mais cresceu foi a clonagem. Ela explica que nesse caso o criminoso finge ser uma pessoa de uma loja ou serviço e pede para a vítima um código de confirmação que foi enviado. Sem saber que esse código é um método para trocar o acesso ao aplicativo, muitas pessoas acabam informando ao golpista as letras e números.

“Esse golpe pode facilitar o acesso a conta caso o dono do WhatsApp tenha cadastrado um PIN fraco, como uma sequência numérica de 123456, que é o que muitas pessoas fazem”, explica a especialista.

Sylvia elenca algumas dicas que podem ser utilizadas para evitar ser surpreendido por um golpe e perder dinheiro no novo método de pagamento do WhatsApp:

  • Desconfie de links com promoções enviados por números desconhecidos pelo WhatsApp;
  • Não confirme dados pessoais ou repasse códigos recebidos por SMS para pessoas no telefone. Esse golpe tem sido muito comum, sendo que ele é utilizado para clonar o WhatsApp. Depois de ter acesso ao aplicativo, os criminosos geralmente pedem dinheiro para contatos próximos da vítima ou realizam a extorsão para devolver o acesso;
  • O número de aplicativos falsos que imitam o WhatsApp se multiplicou. Em caso de dúvida, acesse o site da plataforma para verificar qual o nome da aplicação oficial;
  • Use o método de segurança de verificação em duas etapas no WhatsApp. A verificação em duas etapas é um procedimento que garante a segurança de suas informações porque cria duas senhas diferentes para acessar uma conta, o que complica a vida de fraudadores. O sistema é importante porque impossibilita que o criminoso use o recurso de “esqueci minha senha” para modificar o acesso à conta da vítima;
  • Cibercriminosos acabam utilizando de brechas no sistema para cometer fraudes. Por causa disso, é essencial que se mantenha tanto o celular quanto o próprio WhatsApp sempre atualizado. As atualizações de software dos dispositivos e versões dos aplicativos servem justamente para coibir falhas que podem servir de porta para deixar o usuário vulnerável;
  • O ideal é nunca usar uma conexão pública ou gratuita de Wi-Fi para entrar em aplicativos de banco ou realizar transferências, compras e pagamentos pelo WhatsApp. Elas podem estar infectadas com vírus e malwares que podem servir para roubar informações pessoais dos clientes.
  • Apesar dos métodos serem extremamente seguros, é preciso tomar cuidado com os procedimentos de segurança dos aparelhos. Mesmo quem não costuma realizar pagamentos por aplicativos ou programas de banco, precisa manter celulares, computadores e tablets com senhas de acesso. As senhas dificultam que os softwares sejam utilizados em caso de roubo ou furto;
  • Um dos focos do pagamento serão pequenas empresas, comércios locais e até mesmo transferências entre familiares e amigos. Por isso, é preciso ter certeza se os contatos que estão recebendo o dinheiro estão corretos.

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