terça-feira , 5 março 2024
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Na era da Inteligência Artificial: habilidades humanas em alta

Pesquisa aponta que Ética, integridade e caráter estão entre as "human skills" mais procuradas nos colaboradores

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O aumento da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho já é uma realidade, apesar disso, as humans skills ainda são valorizadas e procuradas no ambiente corporativo. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que Inteligência artificial deve afetar quase 40% dos empregos em todo mundo. Em contrapartida, a busca por habilidades humanas está cada vez mais presente dentro de organizações que se mostram preocupadas em relação à comunicação interpessoal, ética e criatividade. “Muitos profissionais podem ler sobre a pesquisa feita pelo FMI e sentirem medo de perderem seus empregos, achando que serão substituídos rapidamente pela IA. Mas é importante lembrar que nós temos a sensibilidade, o feeling, até mesmo uma sagacidade maior para lidar com os imprevistos do dia a dia, que sempre surgem”, afirma Rodrigo Lang, sócio-fundador da Human SA, instituto educacional especializado em competências humanas com foco em bem-estar e felicidade.

IA é aliada do mercado de trabalho, não inimiga, segundo 123RF

A prova da valorização das habilidades humanas foi divulgada pela Fast Company Brasil. A marca líder em mídia de negócios realizou uma pesquisa com 700 líderes corporativos, o objetivo central do estudo era entender quais habilidades os funcionários precisarão ter à medida que a Inteligência Artificial se enraizar no mercado de trabalho. Entre as virtudes que mais serão valorizadas nos ambientes profissionais, que tiverem a IA, serão a ética, a integridade e o caráter. A integridade, que foi citada por 78% dos participantes da pesquisa, veio seguida de outros traços relacionados ao caráter, incluindo visão estratégica, capacidade de inspirar outras pessoas e motivação.

“A integridade e o caráter de colaboradores já são pautas extremamente debatidas dentro de qualquer organização. A prova disso, é o fato de que profissionais não são mais avaliados somente pelas suas competências técnicas, mas também pelo seu comportamento e sua inteligência emocional, por exemplo. A ética, a integridade, o caráter e a percepção são características humanas e fatores que dificilmente uma IA conseguirá substituir”, Lang explica.

Para o sócio-fundador da Human SA, profissionais íntegros e que que sejam confiáveis, ajudam na consolidação da reputação de diversas instituições. Isso acontece por possuírem o papel de representar a imagem da empresa de uma forma positiva, já que carregam com eles, a missão, a visão e os valores definidos pelas empresas. A integridade e a ética profissional também contribuem para a construção de relações duradouras com colegas de trabalho, ou até mesmo clientes e fornecedores.

Entre outras características humanas que recrutadores e organizações valorizam atualmente, está a capacidade de se comunicar e de se relacionar. “Saber se relacionar, criar uma conexão entre colaboradores será o diferencial e a competitividade com a Inteligência Artificial”, diz Lang.

A pesquisa realizada pela Fast Company Brasil também concluiu que 72% dos usuários frequentes de IA acreditam que a comunicação oral se tornará cada vez mais importante. Já 50% acreditam que a comunicação escrita terá menos valor, conforme a IA for se aprimorando.  A comunicação, que proporciona uma afinidade maior ente profissionais de equipes, também pode facilitar discussões sobre solução de problemas, definição de estratégias ou planos de metas e também fazer apresentações mais interativas.

Segundo Lang, além de ajudar a criar laços, deixar uma porta aberta para que seus colaboradores se sintam à vontade de ter uma conversa honesta sobre como está se sentindo em relação ao trabalho, é uma ação simples que irá fazer com que eles se sintam apoiados, escutados e validados. Sendo mais um diferencial em relação a IA.

Edge Computing: Processamento próximo à fonte, acelerando respostas

“A Inteligência Artificial é benéfica em vários pontos, mas o conhecimento da rotina, da cultura, das missões, visões e valores da marca ainda é o que difere profissionais humanos e sistemas de inteligência”, Lang explica.

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