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    Afinal de contas, o que é metaverso? Especialista orienta para evitar confusão

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    O metaverso está, de fato, se popularizando no Brasil. Cada vez mais, percebe-se um alto volume de pesquisas sobre o termo. Para ser mais exato, o número de pesquisas por “metaverso” no Google cresceu 18.713% em um período de 12 meses, e 22% em relação aos últimos três meses. São cerca de 202 mil pesquisas mensais, e a tendência é aumentar.

    Entretanto, o “boom” vem acompanhado de muitas dúvidas e indefinições sobre o tema. Quem não faz parte da área de tecnologia e inovação, comumente confunde o metaverso com uma visualização do mundo em que vivemos por meio de um óculos VR, por exemplo. Outros, pensam que o metaverso é uma espécie de mapa em tempo real, ou até mesmo um lugar que você pode visitar fisicamente.

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    De fato, todas as dúvidas são válidas, uma vez que a tecnologia é nova no Brasil (e até no mundo).

    Estudando o assunto desde muito antes dele ganhar proporção mundial, Rafael Marques é diretor audiovisual e CCO da Inmagic Group — empresa que realizou um evento corporativo no metaverso no início do segundo semestre de 2021, antes do assunto ganhar destaque. O especialista propõe algumas dicas para que o metaverso seja compreendido pela população leiga, de modo que sane a maioria das dúvidas gerais sobre o tema.

    Em primeiro lugar, de acordo com o especialista, é preciso entender que o metaverso é 100% digital. Isto é, não é possível acessar o metaverso fisicamente, mas apenas virtualmente. “Isso pode acontecer por meio de uma URL no seu navegador, um aplicativo, um videogame, um óculos VR, por vários dispositivos. Não existe uma única regra ou possibilidade”, diz Rafael.

    O próximo passo é entender que não existe apenas um metaverso, mas podem existir centenas, milhares deles. “Uma empresa pode realizar um evento dentro de um metaverso, e outra empresa pode realizar outro evento dentro de outro metaverso, e ambos podem ou não se relacionar. Entender que os metaversos são independentes entre eles é algo importante no início”, explica Marques.

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    Com isso em mente, é necessário entender a aplicabilidade do metaverso. E, aqui sim, abre-se um leque quase infinito de possibilidades.

    É possível criar uma sala de reuniões online no metaverso, assim como realizar um Congresso, onde os participantes criam seus avatares e interagem entre si, e assistem a palestras em tempo real. Também é possível criar uma sala de cinema no metaverso, onde os usuários podem comprar ingressos e assistir a filmes. “A aplicabilidade é onde entra a criatividade e a inovação. Já existem alguns eventos sendo realizados em metaversos pelo Brasil, mas é possível criar algumas coisas inéditas”, afirma.

    Rafael também explica que o metaverso é um “conjunto de tecnologias”, que envolve diversos profissionais de criação como designers, ilustradores, animadores e modeladores 3D, integrados com equipes de T.I., internet, comunicação, entretenimento, etc. Tudo isso passa por uma série de softwares, como Unreal Engine, por exemplo, famosa pelo desenvolvimento de ambientes em games. Isso porque o “verdadeiro metaverso” é aquele onde é possível executar várias ações do mundo real, porém dentro de um ambiente digital.

    Para ficar mais claro, em um metaverso ‘verídico’ é possível criar um avatar, circular por um espaço virtual, visualizar conteúdo programático (como vídeos e palestras), participar de jogos, conversar com outros avatares em tempo real, e possibilitar ao máximo a interação entre os usuários. “É necessário frisar isso, pois já vimos algumas ações sendo designadas como metaverso, quando na verdade não são. Por exemplo, visualizar um vídeo no óculos VR, consiste em tecnologia VR, e não em metaverso”, finaliza.

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