Pesquisa do Grupo Croma revela que a situação entre os mais pobres pode se agravar a cada semana durante a pandemia

O Instituto de Pesquisa & Data Analiytics Croma Insights, realizou 9080 entrevistas divididas em nove ondas no período de 15 de fevereiro a 29 de abril de 2020, analisando o comportamento do brasileiro na pandemia Covid-19 Coronavírus. A metodologia usada foi painel on-line Toluna aplicada em todo o Brasil e analisada pelo Grupo Croma 1*. Padrões comportamentais, a grande preocupação frente à pandemia e a insegurança dos entrevistados com os serviços de transações on-line são os destaques desta nova onda, bem como o surgimento de novas marcas lembradas pelos brasileiros.

O impacto financeiro é visível principalmente para o grupo de 26% que estão sem rendimentos por não poderem trabalhar, mas também atingem outros grupos como aqueles que já tiveram suas jornadas de trabalho reduzidas (10%) ou com férias forçadas (10%) e os que já estavam sem emprego antes da pandemia (15%). Mais de 1,2 milhão de trabalhadores perderam empregos só no primeiro trimestre, destes 800 mil eram informais e 400 mil perderam a carteira assinada. A cada onda da pesquisa realizada, o número percentual de empregados demitidos cresce e paralelo a estes números, os inscritos em programas sociais ou emergenciais do governo. Indústrias, comércios e serviços foram os mais afetados na ordem de demissões.

Leia Também: A preocupação com o futuro do emprego humano em uma sociedade pós-revolução digital

“A indústria e o varejo devem começar imediatamente a preparar planos de atuação para atender aos sobreviventes da crise, ainda durante a pandemia e, especialmente, depois dela. Mais do que nunca, marcas deverão orientar e interferir positivamente e com utilidade o cotidiano das pessoas, com ofertas de linhas de crédito e muita inovação de alguns negócios. O mundo já não está mais tolerante a comportamentos herméticos demais. O momento é totalmente propício para inovar”, afirma Edmar Bulla, CEO do Grupo Croma.

A pesquisa ainda mostra que 60% não compraram nenhum bem de consumo nos últimos meses, poupando as reservas para contas, alimentação e itens de higiene. Com medo que a quarentena ainda se perdure por meses, o pouco do dinheiro que entra será usado para necessidades essenciais. Para o dia das mães, o comércio deverá manter as suas portas fechadas, causando a maior queda de vendas no dia das mães dos últimos anos.

Leia Também: Empresas estão mais vulneráveis a ataques ramsonwares durante a pandemia

1* Fonte: Pesquisa on-line Toluna. Análise: Instituto de Pesquisa & Data Analytics Croma Insights. Onda 1: 19/02/2020 (n = 1.013), Onda 2: 04/03/2020 (n = 995), Onda 3: 18/03/2020 (n = 965), Onda 4: 23/04/2020 (1005), Onda 5: 30/03/2020 (1014), Onda 6: 05/04/2020 (1082), Onda 7: 12/04/2020 (1002), Onda 8: 19/04/2020 (1003), Onda 9: 29/04/2020 (1001).

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui