Especialista salienta sobre cuidados e dá dicas sobre programas que podem ser utilizados nas chamadas de vídeo

A pandemia de Covid-19 (coronavírus), que afeta o mundo todo desde o final de janeiro, tem afetado o comportamento das pessoas. Para tentar conter o avanço, vários Estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia já decretaram medidas restritivas. Entre essas ações estão a recomendação para que as pessoas permaneçam em casa, a proibição de eventos sociais e culturais e fechamento de lojas e serviços não essenciais.

Para tentar “driblar” a quarentena e realizar encontros virtuais com outras pessoas, as videoconferências acabaram se tornando uma aposta de grupos de amigos, famílias e até empresas. Os encontros virtuais através das telas servem para quebrar o isolamento social e até mesmo continuar produzindo.

No caso de trabalhadores home office, a experiência com as chamadas de vídeo é antiga. O Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) realiza levantamentos sobre essa modalidade de trabalho desde 2012. E apesar das altas e baixas no período, em 2018, ano da pesquisa mais recente, o trabalho em casa era o método de ganhar a vida de quase 4 milhões de brasileiros, o que representava uma alta de 21,1% na comparação com 2017. Comparado a 2012, a alta foi de 44,4%.

Sylvia Bellio, especialista em infraestrutura de TI e CEO da it.line, empresa eleita por quatro vezes consecutivas a maior revendedora da Dell Technologies no Brasil, pontua que por causa da pandemia de coronavírus as pessoas que não trabalham com o dispositivo estão “redescobrindo” a tecnologia, já que as webcams foram muito populares nos anos 2000.

As videoconferências são excelentes ferramentas para o trabalho. Elas já são usadas até mesmo por telejornais e após a pandemia de coronavírus, programas inteiros estão sendo feitos dessa forma. As chamadas de vídeo também são boas plataformas para conversar à distância com amigos e matar a saudade para quebrar um pouco o isolamento social que tem sido feito para combater a propagação da doença.

“As chamadas por vídeo podem ser feitas por celulares, computadores e tablets, sendo que alguns aplicativos funcionam nos dois dispositivos”, esclarece Sylvia.

Dicas para realizar uma boa videoconferência

A especialista em infraestrutura de TI comenta que alguns cuidados básicos precisam ser tomados antes que uma chamada de vídeo seja realizada. Para não passar por apertos por causa de problemas técnicos e até saias justas por causa do ambiente, é importante se preparar antes de ligar a câmera para valer:

  • Testar a conexão: as chamadas de vídeo não chegam a consumir muita banda de internet, principalmente quando a rede acessada é o Wi-Fi. Contudo, é importante testar a conexão de vídeo para ver se estão ocorrendo travamentos, atrasos na imagem, problemas na câmera, etc. Os testes são preponderantes em situações de videoconferência com pessoas do trabalho, já que uma situação chata pode ser criada caso a sua conexão esteja dando muitos problemas e acabe atrapalhando os colegas;
  • Escolher bem o ambiente: pode parecer o óbvio, mas escolher bem o ambiente de fundo para a chamada de vídeo é considerável. Nesse quesito, é importante se atentar se nada que está atrás de você pode tirar a atenção das outras pessoas, por exemplo. Além disso, é muito importante verificar como está a iluminação do local. Sobre isso, o recomendado é tentar evitar ficar na frente de janelas e outros locais que permitem a entrada de muita luz solar, já que ela pode atrapalhar a visualização do seu rosto;
  • Escolha equipamentos adequados: cada tipo de chamada de vídeo exige um tipo de aparelho específico. Para videoconferências entre amigos, um celular e um fone com microfone razoável podem ser utilizados sem maiores problemas. Porém, em caso de chamadas de vídeo para trabalho, o ideal é que seja utilizado um computador com uma boa webcam. Ademais, é importante que o microfone, seja embutido ou externo, seja de boa qualidade para que a suas falas sejam claras e não tenham chiado, por exemplo;
  • Mantenha um bom comportamento: em caso de chamadas de vídeo com coordenadores e colegas de trabalho é importante que o seu comportamento seja adequado. Apesar de estar em casa, o encontro continua tendo um caráter corporativo. Por causa disso, é importante evitar conversas paralelas e comentários inadequados;
  • Tenha cuidado com a vestimenta: na conversa com amigos e familiares, a vestimenta é uma questão menos importante. Nesses casos, é possível se vestir da maneira que você se sentir mais confortável. Em situações de trabalho, porém, o cenário é diferente. O ideal nesses contextos é que você se vista como se vestiria para ir trabalhar no escritório. Se a empresa que você trabalha permite camisetas e calças jeans, por exemplo, aposte nesse visual. Caso a empresa exija roupa social, se vista com essas peças. Nessa parte estética também é importante se atentar ao visual do seu rosto e cabelo;
  • Etiquetas para pessoas que convivem com você: é importante avisar e explicar para as outras pessoas que vivem com você sobre a situação. Durante a videoconferência é importante que você não seja atrapalhado pelas outras pessoas, a não ser em casos urgentes. Esse cuidado parece bobo, mas é importante para evitar saias justas.

Plataformas ideais

Sylvia Bellio explica que o mercado possui dezenas de opções de programas, aplicativos e sites para videoconferência. Ela pontua, porém, que cada um possui um perfil específico, sendo que alguns possuem funcionalidades mais corporativas, enquanto outros são mais sociais e perfeitos para serem usados para chamadas com amigos e família.

Ela esclarece que softwares como o Microsoft Teams são ideias para o trabalho. “Ele é um programa com perfil corporativo e um dos mais completos para se realizar chamadas de vídeos. Entre os diferenciais está o fato de que nele é possível realizar videoconferências com até 10 mil pessoas, compartilhar arquivos de Word, Excel e Power Point”, argumenta.

Além disso, o programa da Microsoft também pode realizar grandes eventos ao vivo como apresentações e workshops e possui uma versão gratuita que oferece ferramentas como chamadas com até 300 pessoas.

Além do Microsoft Teams, aplicações como o Zoom, Google Hangouts e GoToMetting também são boas escolhas para chamadas de vídeo corporativas.

No caso de chamadas com amigos e família, podem ser usados aplicativos conhecidos por todos como o próprio WhatsApp. “Ele é o aplicativo mais popular do Brasil e o que muita gente não sabe é que ele pode ser usado para realizar vídeo chamadas em grupo. Além das mensagens, ligações, envio de fotos, vídeos e arquivos, o programa possui essa função de videoconferência com até quatro pessoas”, explica.

A especialista em infraestrutura de TI também indica ferramentas como o Messenger (Facebook), Skype e o Instagram, que também permite esse tipo de conexão.

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