Empresas que mudaram suas estratégias de marketing digital durante a pandemia

Três marcas falam sobre suas experiências e processos para aumentar a geração de leads

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Desde março de 2020, a pandemia do coronavírus tem impactado a rotina de pequenas, médias e grandes empresas. Com o cenário de “abre e fecha” de lojas, escolas, restaurantes, academias e etc, foi preciso entender melhor sobre geração de leads. Tornou-se obrigatório investir em marketing digital de alta performance, afinal, essa é uma estratégia onlineque permite descobrir e se aproximar de possíveis clientes.

De acordo com recente levantamento da Adaction, veículo de comunicação especializado em ações de mídia digital, e pela Inflr, startup especializada em ações com influenciadores digitais, 76,19% dos gestores de marketing e executivos pretendem ampliar os investimentos em marketing digital em 2021 e, desse total, 38,1% acreditam que a melhor forma de atuar online é oferecendo conteúdo qualificado. A pesquisa ouviu 2.100 pessoas no final de 2020 e identificou que o marketing digital já supera 50% dos investimentos em campanhas por ser mais assertivo.

Foi pensando nesse novo cenário que algumas empresas aceleraram seus planos digitais ou até mesmo investiram em novas estratégias de marketing digital. Seguem abaixo alguns exemplos:

O Buddha Spa, a maior rede de spas urbanos no Brasil, impulsionou seu e-commerce no último ano. Para atrair novos clientes, a empresa desenvolveu uma estratégia para o digital com análise de performance, growth hacking, business intelligence e anúncios. Isso inclui o uso de uma régua de jornada do cliente no relacionamento digital com a marca. Um exemplo é quando o consumidor que terminou seu pacote de 10 sessões e não fez a renovação. Nesses casos o sistema gera um alerta interno para que seja ofertado a ele um novo pacote de terapias. Dentro dessa estratégia, a franqueadora faz uma série de análises sobre como usar o fundo de publicidade, que é pago pela rede de franqueados. “Gastamos em marketing o dobro do que arrecadamos no fundo de publicidade, porque entendemos ser importante para originar novos clientes e fidelizá-los”, comenta Gustavo Albanesi, CEO do Buddha Spa.

Já a rede de escolas de idiomas CNA acelerou seu projeto digital que envolveu o desenvolvimento de um novo site voltado para performance, com inteligência de SEO (Search Engine Optimization), geolocalização, responsivo, blog e mobile first. Além disso, houve uma mudança relevante na gestão de mídia e das estratégias da marca com iniciativas que valorizam cada vez mais o consumo de conteúdo do indivíduo do que iniciativas de massa. “Tivemos que nos adaptar à mudança de comportamento dos consumidores ao se relacionarem com produtos e marcas. Deixamos de ter um olhar generalista e passamos a conversar com quem realmente quer nos escutar”, comenta Nicadan Galvão, gerente executivo de Marketing do CNA.

O executivo ainda ressalta que atualmente trabalha no projeto que unificará as soluções de CRM espalhadas pelos departamentos do franqueador em uma única martech, contribuindo com a integração entre as áreas, ganho de eficiência e no relacionamento com os atuais e futuros alunos.

Outro exemplo é da rede de escolas de idiomas Rockfeller Language Center. “Atrair novos leads no universo de franquia é sempre um grande desafio, seja para prospecções B2B ou B2C”, diz Jonas Jaeger, Head de Marketing e Comunicação da Rockfeller Language Center. A marca mostrou que o público interno – no caso os franqueados – também podem ser atingidos com ferramentas de marketing digital. Com esse foco, a empresa passou a medir dados relacionados aos desempenhos locais da rede com o objetivo de oferecer capacitações e sugestões de medidas corretivas com base em um racional data driven, ou seja, direcionado por dados.

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