quinta-feira , 13 junho 2024
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PIX retoma crescimento e atinge teto de prognóstico de aceitação no e-commerce

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 O PIX já atingiu seu prognóstico de aceitação máxima entre os principais lojistas do comércio eletrônico brasileiro. E tem espaço para avançar ainda mais. As conclusões são do Estudo de Pagamentos Gmattos em sua edição de março de 2023.

O levantamento vem sendo realizado desde janeiro de 2021 pela Gmattos, consultoria que há mais de 20 anos identifica tendências na agenda dos pagamentos online no país.

Os dados de meios de pagamento aceitos pelo e-commerce no Brasil apurados pelo Estudo Gmattos de março/23 apontam que o PIX, modalidade que mais cresceu em 2022, alcançou uma aceitação de 93,2% entre os lojistas, ante os 91,5% verificados nas três edições anteriores do Estudo (novembro/22, dezembro/22 e janeiro/23).

Além de ser o seu desempenho recorde considerando todo o histórico do Estudo de Pagamentos Gmattos, o percentual conquistado pelo PIX em março/23 atingiu seu potencial máximo segundo estimativa que havia sido realizada pela Gmattos.

No inicio de 2022, a consultoria projetou um teto para aceitação do PIX em 93%, agora superado. Na atual edição do Estudo, as premissas foram revisadas para a elaboração de uma nova estimativa de teto. “Analisamos que houve evolução em novas funcionalidades previstas para o PIX, como o pagamento recorrente, bem como adequação no perfil de lojas com propensão ao recebimento à vista e instantâneo fornecido pela modalidade”, explica Gastão Mattos, cofundador e diretor-geral da Gmattos. “O novo teto, de 96%, foi estimado sob essa ótica e pode ser alcançado até o final de 2023”, determina.

Em relação ao PIX, o Estudo da Gmattos também constatou que, em março/23, 31% das lojas que o aceitam ofereceram incentivos para o pagamento com a modalidade, traduzidos em descontos de 3,5% a 12%. Em janeiro/23, essa parcela de lojas era ainda maior (37%).

BNPL alcança débito

Outro destaque do Estudo de março é que, pela primeira vez no histórico, o Buy Now Pay Later (BNPL) ficou no mesmo patamar dos débitos, ambas as modalidades com 27,1% de aceitação.

O pareamento não se deu por uma nova ascensão do BNPL, que manteve o mesmo percentual de janeiro, e sim pela queda dos débitos, que tiveram seu pior desempenho desde janeiro/21. O declínio foi ocasionado pela má performance do débito banco. “A tendência é o BNPL superar os débitos ainda em 2023, a despeito do cenário pouco favorável para formatos de venda a crédito (alta inadimplência)”, afirma Gastão. O domínio do Buy Now, Pay Later se mantém no crediário próprio das lojas ou na oferta via fintechs/financeiras, com diminuição na oferta via bancos de varejo.

A Gmattos estima que, nos próximos meses. o BNPL possa vir a se aproximar das wallets, que estão estacionadas na casa dos 42,4% desde dezembro/22. PayPal se mantém como a wallet mais aceita, seguida de Apple Pay e AME- esta não acusou no período impacto derivado da crise de seu controlador, Americanas.

Por sua vez, os boletos sinalizam ocupar um território seguro de adesão, ficando estabelecidos no patamar entre 65% e 70% no histórico analisado. O Estudo destacou em março a concessão de descontos nessa forma de pagamento, observada em (poucas) lojas que equiparam o benefício destinado na oferta PIX e/ou no cartão de crédito sem parcelamento.

Na liderança do ranking de meios de pagamento, permanece absoluto o crédito, com 100% de aderência entre os lojistas online, mesmo percentual verificado nos dois últimos meses de 2022 e em janeiro/23.

O perfil de parcelamento sem juros no cartão de crédito é de estabilidade, com a oferta média de 4,6 parcelas em março/23 ante 4,5 vezes em janeiro/23 e 4,7 vezes em dezembro/22. “O mercado vendedor não está propenso a ampliar este prazo, dado o cenário negativo para antecipação de recebíveis, com a forte elevação do spread praticado em função do cenário econômico e também da crise do caso Americanas”, analisa Gastão Mattos.

A edição de março/23 do Estudo de Pagamentos Gmattos analisou 59 lojas online de destaque no país, dos mais diversos segmentos, as quais, juntas, representam volume dominante no mercado brasileiro. As observações aconteceram na segunda semana do mês.

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