* Por Luciana Cartocci, diretora executiva da Teleinfo Soluções

As telas interativas e dispositivos de identificação biométrica se mostraram soluções com prazo de validade. A pandemia e as adequações à nova realidade aceleraram a procura por soluções touchless – ou seja, sem necessidade de toque. A tendência tem sido explorada em projetos focados na preparação de ambientes para o retorno às atividades, contudo, gestores de segurança no mundo inteiro já indicam que este pode ser um caminho sem volta devido ao ganho em produtividade e melhor experiência do usuário que oferece.

Em outros termos, as soluções tornam a interação entre ser humano e máquina quase imperceptível. Por exemplo, assim como as chaves foram substituídas pelos cartões de acesso e depois para a biometria, agora com a tecnologia de reconhecimento facial integrada ao controle de acesso, portas e catracas podem ser liberadas sem a necessidade de nenhum outro elemento. Para Smart Buildings, este já um investimento em segurança, mas que, além disso, eleva toda a experiência do ocupante a outro patamar.

É importante ressaltar que estes recursos não são novos, estamos em um momento onde nada se cria, tudo se combina. E para os próximos anos, a tendência é que seja mais relevante pensar em como a tecnologia será empregada, ao invés de quais” os recursos adotados. Isso porque integradores e gestores entenderam que – além da segurança – a tecnologia pode ir além e influenciar nas decisões do dia-a-dia.

Nesse sentido, seguindo a mesma lógica de soluções touchless, outros recursos que fazem parte de um plano de ação para evitar aglomerações neste momento, terão participação crescente mesmo após à vacina – talvez, ganhem até mais espaço no pós-pandemia. Podemos mencionar o analítico de câmera de segurança, People Counter, que realiza a contagem bidirecional pessoas – analisando rapidamente o fluxo de visitantes e identificando pontos de aglomeração de maneira inteligente.

Estes dados estão ajudando a proteger a saúde de colaboradores e clientes em supermercados, varejo, escolas, e até em alguns hospitais – que utilizam a ferramenta para aumentar a eficiência operacional das equipes de segurança, planejando e alocando os profissionais de acordo com a necessidade de cada setor. Todavia, garantem também informações e gráficos sobre o fluxo de visitantes, análise de comportamento e compra, utilizados para impulsionar o crescimento dos negócios ou para melhorar a experiência dos visitantes com decisões baseadas em números.

Assim, é preciso ter em mente que a pandemia acelerou os planos de modernização de muitos empreendimentos, mas o mais importante para gestores e integradores de segurança é pensar na implementação de tecnologias à prova de futuro já disponíveis – ou seja, que representem melhorias operacionais, na experiência do usuário, biossegurança e redução de custo. O segredo é otimizar o retorno do investimento em tecnologia à longo prazo.

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