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    Especialistas dão dicas de como fazer a transição de técnico para gestor de TI

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    Quando o assunto é futuro do trabalho em tecnologia, o destaque fica com os dados que apontam a alta demanda por profissionais e a escassez de talentos que afeta o setor. Porém, com o avanço da digitalização das empresas, cresce também a expectativa de que o trabalho da TI se torne mais estratégico – e encontrar um profissional com as habilidades adequadas para preencher as vagas de gestão tem sido uma dificuldade para as empresas.

    De acordo com a Global Leadership Forecast 2021, 55% dos CEOs que participaram da pesquisa afirmam que seu maior desafio é desenvolver a próxima geração de líderes e só 28% dos profissionais de RH pensam que a organização tem boas lideranças. Nesse sentido, Ana Paula Pogere, tech recruiter na Supero Tecnologia, empresa especializada na contratação de profissionais de TI, diz que saber reconhecer potenciais líderes entre os especialistas técnicos é um diferencial.

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    “É importante capacitar profissionais internos para assumir cargos de liderança e saber identificar aqueles que já possuem o perfil mas exercem outras funções”, pontua a especialista. De acordo com Pogere, é dever do RH observar tarefas do dia a dia, entender as motivações de cada profissional e estar ativamente mapeando perfis que se encaixam em funções estratégicas. Ela ressalta, porém, que há casos em que os próprios profissionais percebem que possuem interesse em liderança – e nesse caso também precisam saber quais atitudes tomar para assumir esses cargos.

    Quando começou a atuar nos projetos da Supero Tecnologia em 2016, Matheus Jaschke já sabia que seu objetivo era migrar da área de desenvolvimento para a área de gestão. Hoje, seis anos depois, Jaschke é gestor de operações. Segundo ele, esse processo de transição de carreira começou enquanto cursava Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, quando identificou que poderia ter mais destaque profissional se seguisse o caminho da gestão.

    “Na faculdade eu já trabalhava como desenvolvedor. Depois de cursar uma matéria sobre gestão de projetos, percebi que tinha muito interesse na área e, com isso, fui notando alguns diferenciais que possuía em relação aos meus colegas de trabalho e que me encaixavam em um perfil de liderança. Entre eles, a comunicação era uma característica bem forte. Foi a partir desse momento que passei a capacitar esse lado para eventualmente mudar o foco da minha carreira”, explica.

    Essa capacitação focou no desenvolvimento das hard e das soft skills – ou seja, Jaschke buscou evoluir tanto suas habilidades tangíveis quanto as subjetivas. Logo após concluir sua graduação, deu início a uma pós em gestão de projetos. Paralelamente, para melhorar a comunicação, desenvolver uma melhor visão para resolver problemas e ser mais flexível, participou de palestras, cursos e leu muitos livros da área.

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    “Enquanto fazia tudo isso, comunicava meus superiores sobre a vontade de migrar para a gestão. Seguia meu plano de desenvolvimento, sempre deixando meus objetivos claros. Assim, consegui conquistar confiança e mostrar que estava apto para a transição”, conta. Desde então, atuou no cargo de gestão de projetos até chegar ao posto de gestor de operações, mais voltado para a área de pessoas.

    “Pela minha experiência, sempre indico que aqueles que querem fazer essa transição devem estudar, focar bastante nas skills de liderança e deixar seus objetivos claros dentro da empresa em que atuam. Outro ponto importante é saber aproveitar as oportunidades, mesmo que suas habilidades estejam em construção. Assim, o profissional adquire confiança e transmite isso para seus superiores”, finaliza Jaschke.

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