Segmentos de vendas, finanças e tecnologia têm apresentado oportunidades, informa a empresa especializada em mobilidade e realocação de estrangeiros Crown World Mobility. Na pandemia, serviços digitais de mudanças deram suporte às transferências

O mercado de trabalho para profissionais especialistas e executivos expatriados está retomando fôlego no Brasil e no mundo depois de sofrer uma baixa na pandemia. Após forte impacto provocado pelo fechamento das fronteiras em vários países nos últimos dois meses, uma demanda reprimida por transferências internacionais de carreira dá mais estabilidade a esse mercado, com a reabertura paulatina das fronteiras. Essa é a percepção de Haroldo Modesto, country manager da Crown World Mobility no Brasil, multinacional sediada em Hong Kong e especializada em mobilidade de executivos e realocações internacionais, com atuação em 58 países.

“Neste início de outubro, já realizamos o equivalente a 70% do número de expatriações internacionais (de saída e entrada no Brasil) ocorridas no ano passado, estamos em patamar equivalente ao desempenho de 2019. Não cresceu, mas não é uma queda abrupta”. Ele explica que sua percepção se norteia a partir da experiência da Crown, e não reflete todo o mercado, mas diz que há fatores que estimulam quem almeja uma carreira internacional, seja no Brasil ou no exterior.

No final de setembro, o governo brasileiro publicou a Portaria 456, da Casa Civil, que autoriza a entrada de estrangeiros, de qualquer nacionalidade, em todos os aeroportos do país. A portaria revogou  norma anterior, que restringia voos em seis estados. Voos internacionais estavam proibidos em Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins. A entrada por terra e hidrovias segue restrita. “Ainda é precoce afirmar, mas o câmbio e reabertura de fronteiras no país, somados à alta temporada de transferências, típicas de fim do ano letivo, tendem a reaquecer  as transferências internacionais a trabalho”, afirma o executivo.

Modesto explicou que, desde maio, o país tem recebido estrangeiros na maioria dos estados. Agora o governo liberou para todos. Quem queria vir trabalhar em Rondônia, por exemplo, poderia entrar no país por São Paulo e pegar outro voo para aquele estado. “A questão fundamental é o significado da mensagem, o mundo passa a compreender que todos os estados estão abertos”, detalha.

De acordo com o especialista da Crown, o câmbio é um aliado de quem busca a autorização de residência com base em Investimento Estrangeiro Direto, concedida aos estrangeiros que desejam investir e que pretendam residir no Brasil. Para a concessão dessa autorização, é necessário a comprovação de investimento, em moeda estrangeira, de montante igual ou superior a R$500.000,00, em empresas novas ou já existentes, ou seja, apenas 100 mil dólares.

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